PF diz que banco de Edir Macedo inflava ativos e fabricava receitas

24 jun 2026 - 14h58

A Polícia Federal afirma que o Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, teria usado manobras contábeis para inflar ativos e fabricar receitas. A suspeita é investigada na Operação Miragem, deflagrada para apurar possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Foto: RD1

Segundo a PF, a estrutura teria sido usada para esconder a real situação financeira da instituição. Na prática, o banco de Edir Macedo teria apresentado uma imagem de solvência aos órgãos reguladores e ao mercado, mesmo diante de problemas econômicos internos.

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A investigação aponta que relatórios do Banco Central ajudaram a embasar a apuração. Os documentos indicariam manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios, além de operações consideradas suspeitas pelos investigadores.

O que a PF diz sobre o banco de Edir Macedo?

A PF suspeita que o Digimais tenha recorrido a uma espécie de maquiagem contábil para melhorar artificialmente seus resultados. A prática, segundo a apuração, teria permitido supervalorizar ativos e criar receitas que não refletiriam a situação real do banco.

Entre os pontos investigados, aparecem:

  • possível superavaliação de ativos;

  • geração de receitas artificiais;

  • inserção de dados falsos em sistemas e demonstrativos;

  • tentativa de aparentar estabilidade financeira;

  • operações que podem ter beneficiado a controladora do banco.

A Operação Miragem cumpriu nove mandados de busca e apreensão em São Paulo. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal de investigados, além do bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a R$ 670.348.945,70.

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Edir Macedo aparece entre os investigados, mas não foi alvo de busca e apreensão. De acordo com a investigação, ele reside no exterior. Mesmo assim, a Justiça autorizou medidas como bloqueio de bens e quebra de sigilos relacionados ao líder religioso.

Quais crimes são investigados na Operação Miragem?

Os investigados podem responder, conforme a responsabilidade de cada um, por crimes como gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas.

Entre os alvos de busca citados na operação estão executivos e pessoas ligadas ao Banco Digimais e à ID Corretora. A própria instituição financeira e a corretora também foram alvo das medidas.

A apuração ainda está em andamento. Por isso, os nomes citados são tratados como investigados, e não como condenados. O caso deve avançar a partir da análise dos documentos apreendidos, dos dados bancários e fiscais e dos relatórios que já integram a investigação.

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Até o momento, a principal suspeita da PF é que o banco de Edir Macedo tenha usado registros contábeis para mascarar sua situação financeira e sustentar uma aparência de normalidade diante dos órgãos de controle.

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