Zara Larsson detona críticos sexistas de Chappell Roan: 'Vocês só odeiam mulheres'

"Quando uma mulher impõe limites, acho que as pessoas surtam", diz a artista

6 abr 2026 - 08h57

O amor de Zara Larsson por Chappell Roan só cresce. Inclusive, Larsson disse ao The Guardian que conseguiria até traçar um gráfico mostrando exatamente como o carinho vem aumentando, usando uma função matemática simples: "Quanto mais as pessoas odeiam ela, mais eu amo ela", disse. Apesar disso, acrescentou: "Eu não gosto nem um pouco de como ela está sendo tratada".

Foto: Frazer Harrison/WireImage / Rolling Stone Brasil

Roan entrou várias vezes no caldeirão do desprezo desde que virou mundialmente famosa há alguns anos. Quando Roan divulgou uma declaração em 2024 estabelecendo limites entre a vida "de trabalho" e a vida "fora do expediente", algumas pessoas interpretaram isso como uma repreensão ao grupo de fãs. Ainda assim, Roan se manteve firme. "O que eu não aceito são pessoas assustadoras, ser tocada e ser seguida", afirmou.

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O desprezo que algumas pessoas têm por Roan, disse Larsson, tem uma causa simples de explicar: sexismo. "Quando uma mulher impõe limites, acho que as pessoas surtam", disse. "Homens podem fazer coisas criminosas e violentas e as pessoas aplaudem, mas quando uma mulher diz: 'Pare de me seguir', isso vira polêmica? É tipo, vocês só odeiam mulheres, na real".

Mais recentemente, Roan enfrentou escrutínio público quando o jogador brasileiro Jorginho alegou que a artista teria pedido a um segurança que repreendesse a esposa dele e a enteada de 11 anos de forma "extremamente agressiva" porque a pré-adolescente teve a audácia de passar por Roan e sorrir para ela. Segundo ele, o segurança teria repreendido mãe e filha, dizendo que a mãe "não deveria permitir que minha filha 'desrespeitasse' ou 'assediasse' outras pessoas". Só que acabou sendo um grande mal-entendido.

Roan publicou um vídeo dizendo que nem sequer tinha visto a mãe e a filha: "tipo, ninguém veio falar comigo, ninguém me incomodou". E, por mais absurdo que seja alguém ter de dizer isso, Roan afirmou: "Eu não odeio pessoas que são fãs da minha música. Eu não odeio crianças. … Se você se sentiu desconfortável, isso me deixa muito triste. Você não merecia isso".

Depois, o segurança, Pascal Duvier, que Roan não contratou, se manifestou. "Assumo total responsabilidade pelas interações do dia 21 de março", disse. "Eu estava no hotel em nome de outro indivíduo e não fazia parte da equipe de segurança pessoal de Chappell Roan. As ações que tomei não foram em nome de Chappell Roan, da equipe de segurança pessoal dela, da gestão dela ou de quaisquer outros indivíduos". Ou seja, no fim das contas, tudo isso foi basicamente por nada, e as maiores prejudicadas na história foram Roan e a enteada.

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Larsson, por sua vez, disse ao The Guardian que está pronta para a megafama. "Eu meio que prospero com atenção de todas as formas", disse a cantora, que lançou um novo álbum, Midnight Sun (2025), no ano passado e passa parte do tempo livre atualizando a foto dela na Wikipédia. "Quando eu era mais jovem, eu pensava: 'Ah, mal posso esperar para ter paparazzi na porta da minha casa'."

Rolling Stone Brasil
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