Sabrina Carpenter obtém ordem de restrição de cinco anos após suposto perseguidor dar depoimento assustador

Um juiz emitiu a ordem rigorosa de afastamento depois que o homem afirmou fazer parte de um "programa militar governamental confidencial" e que precisava entrar em contato com Carpenter para salvar o mundo

18 jun 2026 - 08h53

Um juiz de Los Angeles concedeu à estrela pop Sabrina Carpenter uma ordem de restrição de cinco anos contra um homem que, ao depor no tribunal na quarta, afirmou fazer parte de um "programa militar governamental confidencial", junto com a cantora.

Foto: Dia Dipasupil/FilmMagic / Rolling Stone Brasil

Falando com uma voz grave e monótona, William Applegate disse que foi recrutado para o programa em um hotel local de Los Angeles; que sua missão envolvia "a segunda vinda de Cristo"; e que precisava entrar em contato com Carpenter para salvar o mundo.

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"Carpenter e eu estarmos juntos o mais rápido possível é essencial", disse ele ao tribunal. "Eu sou o centro. Eu sou a peça-chave de todo esse processo."

Carpenter apareceu remotamente por meio de um link de vídeo, mas não depôs. O juiz permitiu uma câmera da mídia no tribunal, embora tenha dito que Carpenter poderia desligar a própria câmera.

Após o depoimento de Applegate, a advogada de Carpenter, Blair Berk, pediu a ordem de cinco anos, argumentando que ele havia admitido, em postagens nas redes sociais e em declarações ao tribunal, que tinha viajado até as residências privadas de Carpenter em mais de uma dúzia de ocasiões.

Berk disse que, em 23 de maio, Applegate "alarmou e assediou seriamente" a cliente quando invadiu a propriedade do vizinho, escalou uma cerca e tentou abrir a porta da frente da casa de Carpenter, enquanto a cantora estava lá dentro. O episódio foi detalhado no pedido de Carpenter, em 29 de maio, de uma ordem de restrição temporária de emergência — concedida antes da audiência de quarta.

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Ao proferir sua decisão, o juiz do Condado de Los Angeles David I. Wasserman ordenou que Applegate permanecesse a pelo menos 100 jardas (cerca de 91 metros) de Carpenter o tempo todo, até a meia-noite de 17 de junho de 2031, e que mantivesse distância das casas, veículos e locais de trabalho dela. O juiz afirmou que Applegate não pode tentar contatar Carpenter e não pode possuir nem portar armas de fogo ou munição.

"Senhor, quero ser muito claro. Por favor, preste bastante atenção", disse o juiz Wasserman, dirigindo-se diretamente a Applegate no tribunal. "Eu entendo que, na sua crença, para salvar o mundo, você e [Carpenter] precisam ficar juntos. Eu entendo que essa é a sua crença. [Mas] este tribunal emitiu sua ordem. E eu espero que você obedeça à ordem, não ao que você acha que os militares mandam você fazer. … Eu não quero que você saia daqui achando que seu propósito é maior do que o que eu penso. A ordem é a ordem, e você deve cumpri-la. Entendeu?".

Applegate respondeu: "Entendo o que o senhor está dizendo".

Em uma declaração assinada obtida anteriormente pela Rolling Stone, Carpenter disse que nunca conheceu Applegate e não o convidou para ir à casa dela. Ela chamou a tentativa dele de entrar pela porta da frente de uma das "violações mais perturbadoras de segurança pessoal e privacidade" que já vivenciou.

"O padrão de perseguição, invasão e vigilância dele me causou sofrimento emocional severo e contínuo, e eu tenho medo do que ele pode fazer se não for contido por este tribunal", escreveu Carpenter.

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Applegate foi preso na casa de Carpenter em maio, depois de se recusar a ir embora. Ele deve comparecer a uma audiência criminal sobre esse caso amanhã.

"É minha opinião profissional que [Applegate] desenvolveu uma fixação perturbadora e irracional pela requerente", escreveu o detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles Peter Doomanis em uma declaração anexada ao pedido de Carpenter. "O padrão da conduta dele, que pode ter começado já por volta de 20 de abril de 2026, apresenta as marcas características de um indivíduo fixado e obsessivo. … Essa trajetória é consistente com padrões bem documentados de comportamento de perseguição, que representam um risco sério e crescente à segurança da vítima".

Rolling Stone Brasil
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