Roger Waters teme que possa ser morto por criticar Donald Trump

Ex-Pink Floyd tem escalado o tom das críticas ao presidente dos EUA: 'ele [Trump] poderia mandar homens mascarados para atirar na minha cabeça através da janela do meu carro'

20 jan 2026 - 12h34

Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, elevou o tom de seu ativismo político com declarações contundentes que misturam críticas severas à política externa dos Estados Unidos e um temor pessoal por sua própria segurança.

Roger Waters em 2023
Roger Waters em 2023
Foto: Jim Dyson / Getty Images / Rolling Stone Brasil

Conhecido por suas posições progressistas, o baixista britânico radicado nos EUA afirmou acreditar que o presidente Donald Trump seria capaz de ordenar sua morte devido às constantes críticas que o músico direciona à Casa Branca.

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Sobre acreditar que corre perigo morando nos Estados Unidos em pleno mandato de Trump, Roger Waters disse recentemente a Piers Morgan (via Louder):

"Pode ser que minha residência nos Estados Unidos não dure para o resto da vida. É bem possível que Donald e sua conspiração tomem essa decisão por mim, porque ele é bastante instável."

Ele completou:

"Ele (Trump) poderia mandar homens mascarados para atirar na minha cabeça através da janela do meu carro, como faz com pessoas que discordam dele."

Críticas de Roger Waters a Donald Trump

Em declarações ao longo dos últimos anos, Waters não poupou adjetivos ao se referir ao líder americano. Durante uma exibição privada do seu filme-concerto Us + Them, o músico definiu Trump como um "assassino em massa" e um "tirano". Ele expressou preocupação com o fato de Trump "ter o dedo no botão nuclear", referindo-se à instabilidade das relações internacionais (via Whiplash).

O embate entre o artista e o governo dos EUA ganhou novos capítulos com a crise na Venezuela. Roger Waters posicionou-se firmemente em defesa da soberania venezuelana e do governo de Nicolás Maduro, criticando o que chama de "agressão selvagem e ativa cometida pelo império americano".

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Em vídeos publicados em suas redes sociais, Waters apelou para que os Estados Unidos "não toquem" na Venezuela, classificando as ações de Washington — como o indiciamento de Maduro por narcoterrorismo e planos de transição política liderados pelos EUA — como intervenções infantis e criminosas (via Veja):

"Parem de se comportar como crianças no pátio da escola. Este é o nosso mundo, não o de vocês."

Apesar das críticas e dos riscos que afirma correr, Waters mantém sua postura desafiadora. O músico promete que seus próximos espetáculos serão ainda mais políticos e humanos, reforçando seu papel como uma das vozes mais críticas ao presidente americano na atualidade.

Rolling Stone Brasil
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