LISBOA - Não espere de Alok um show com um corpo de bailarinos e conversas com a plateia como o de Pedro Sampaio. Os dois se apresentaram neste sábado, 20, no Rock in Rio Lisboa, e Alok fechou a noite após o show da headliner Katy Perry. Muito mais eletrônico do que o público brasileiro está acostumado, como ele mesmo descreveu ao Estadão antes do show, o DJ entregou uma verdadeira rave europeia.
Sempre usando recursos pirotécnicos e jogo de luzes, que já são sua marca registrada, Alok conseguiu segurar o público já cansado de um dia todo de festival no sol quente de Lisboa. Reservou até uma surpresa: tocou uma parceria inédita que fez com Jennifer Lopez, que será lançada apenas na semana que vem.
Alok usou o microfone em interações pontuais, pedindo para os presentes "tirarem o pé do chão", e focou quase inteiramente no set que preparou. "Tem algum brasileiro aí?", perguntou em um de seus poucos diálogos.
Ele provou seu apelo com o público europeu com hits como Fuego e seu remix de Smells Like Teen Spirit, que geralmente toca em festivais. Ambos arrancaram gritos do público. Até tirou o celular para filmar quando tocou seu remix de Tokyo Drift - sim, aquela do Velozes & Furiosos.
Alok pode até adotar uma postura mais contida no palco, o que é alvo de críticas, mas é inegável que o DJ joga muito bem o jogo da música eletrônica e, ao mesmo tempo, no penoso mercado da música internacional. Um show dele na madrugada, para fechar o festival para quem estava disposto a um "after", foi uma escolha acertada.
O artista se apresentará também no Rock in Rio em setembro. Ele sobe ao palco do festival carioca com dois projetos: Keep Art Human, em que protesta contra a inteligência artificial, e Wave the World, show que tem feito para o mercado internacional, com a presença de sua família de DJs.
*A repórter viajou a convite do Rock in Rio.