Muita gente não sabe, mas a Região Norte é a única do Brasil a ter 'dois verões' no ano… É que, por ocupar a zona equatorial, enquanto o resto do país vive o inverno, os estados do Norte vivem a estação seca e ensolarada (o 'verão amazônico'). É celebrando também essa particularidade que o já consolidado Festival Psica se desdobra em uma versão inédita, a edição Festival Psica no Verão Amazônico, que é gratuita.
A programação acontece entre 17 e 18 de julho, no Marajó, estado do Pará, e terá Duda Beat como headliner. Ao POPline, os produtores por trás do festival explicaram a escolha da dona do hit "Bixinho" para encabeçar o line-up. Eles também destacam as principais diferenças entre a edição matriz do Psica e a inédita Festival Psica no Verão Amazônico e os desafios para dar vida à edição de forma sustentável.
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"A gente enxerga a música da Duda como uma música muito solar, que dá calor, vontade de dançar, de curtir. Cê tá na praia, dá vontade de ouvir. Então acho que é dessa forma que a gente pensou nela pra compor esse line-up. E ela compõe muito bem porque a gente tem uma cena pop muito forte, que vem crescendo ano após ano, e ela é uma das maiores artistas do nosso pop nacional, então dialoga muito", destacou Gerson Dias, exaltando a cantora pernambucana.
Jeft Dias, produtor cultural, diretor e cofundador do Psica, relembra que a voz de "Bédi Beat" já tem toda uma história com o festival. "A Duda tocou em 2018 […]. Ela ama o festival, o festival ama ela. O público adora, pede muito, pede muito mesmo nos comentários. Existe uma relação ali de carinho muito grande. Ela fala que ela fez parte da nossa história, e a gente fez parte da história dela", completa.
Ao contrário da edição matriz do Psica - que inclusive a próxima está marcada para 11, 12 e 13 de dezembro -, que promove uma mescla da musicalidade da Região Norte com influências musicais de outros cantos do Brasil e de fora, o Psica no Verão Amazônico se concentra na música local.
"Tem uma curadoria diferente. Ele mantém um núcleo de curadoria onde a gente envolve artistas do Brasil inteiro, mas protagonizando os artistas da nossa região. Só que ele segue por um caminho diferente, ele já não vai explorar aquela coisa de influências dos países da América Latina e Caribe, que já trouxemos pro Psica […]. Essa proposta já não entra no verão. Já é algo mais carimbó, guitarrada e música pop e MPB", explica Jeft sobre a nova versão do evento.
Para os produtores, a realização do evento na época do 'verão amazônico' é uma ótima oportunidade para fomentar o turismo local e a própria cadeia produtiva do entretenimento. Eles destacam que a grande diferença para o Psica é que, agora, os shows serão realizados na praia, em um só palco, e com a liberdade de todos poderem assistir, já que é gratuito. Os desafios quase sempre cruzam com a questão do financiamento.
"É sempre o custo que isso gera. Fazer um festival na praia, no Marajó, que só tem acesso de balsa, é de uma complexidade grande. Então sempre tem essa problemática do custo. Ainda mais fazendo um festival gratuito, que não temos retorno de venda de ingresso. Aí sempre precisa captar mais pra ter mais recurso, pagar todo mundo e executar o festival da melhor maneira possível. Que é também um dos maiores desafios para o Psica do final do ano. É sempre fazer esse esforço tremendo que é sair pra bater na porta das empresas pra conseguir grana e seguir o que temos feito. Se não tiver patrocínio, a gente não consegue fazer o festival", relata Gerson, comparando a produção dos dois eventos.
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O line-up do Psica no Verão Amazônico
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