Existe uma teoria física - e ligeiramente poética - de que a luz não é apenas uma coisa estática, mas sim um feixe ininterrupto de partículas e ondas em movimento. Se você tentar aplicar essa mesma lógica à música, poucas bandas no mundo moderno fazem tanto sentido sob essa ótica quanto o Jungle.
Desde que surgiram em Londres há pouco mais de uma década, Tom McFarland e Josh Lloyd-Watson (hoje oficialmente acompanhados pela cantora e multi-instrumentista Lydia Kitto) vêm aperfeiçoando uma espécie de alquimia sonora. É uma música feita para o corpo antes de ser feita para a razão, um som que não pede licença para explicar a que veio, mas que simplesmente nos empurra para a pista de dança.
Com o quinto álbum de estúdio, Sunshine, sendo lançado nessa sexta-feira (14) - e com uma apresentação única confirmada no Espaço Unimed, em São Paulo, para março de 2027 -, conversamos com Tom sobre metáforas científicas, lembranças da MPB, reflexões sobre como o trio aprendeu a confiar no próprio inconsciente e por que a experiência ao vivo continua sendo a maior razão de existirem.