Dave Grohl relembrou o início de sua amizade com Taylor Hawkins nos anos 1990, quando o baterista deixou a banda de Alanis Morissette para se juntar ao Foo Fighters em 1997, impulsionado por uma sintonia imediata. A parceria durou até a trágica morte de Hawkins em 2022. Ainda lidando com o luto, o vocalista revelou ter sonhos vívidos com o amigo e com outros entes queridos que já partiram, como Kurt Cobain, relatando a dor e a forte saudade que ainda sente dessa profunda relação de décadas.
O início da amizade entre Dave Grohl e Taylor Hawkins remonta aos bastidores de eventos de divulgação na década de 1990. , o líder do Foo Fighters revisitou o primeiro contato com o baterista, que naquela fase acompanhava a cantora Alanis Morissette em turnê antes de migrar para a sua banda.
A aproximação ocorreu em meio a compromissos promocionais simultâneos, conforme explicou Dave Grohl: "Nosso primeiro disco foi lançado mais ou menos na mesma época que o primeiro disco da Alanis. "
A empatia foi instantânea assim que os dois conversaram no camarim. O vocalista descreveu o modo extrovertido do futuro colega de palco: "Aí chega esse cara loiro, surfista, e diz: 'E aí, cara. Adoro sua banda. Vocês são demais. Blá-blá-blá.' '"
A forte sintonia motivou a mudança profissional de Taylor Hawkins, que deixou os shows de Alanis Morissette em março de 1997 para assumir o posto de baterista no Foo Fighters. O músico foi integrado ao grupo exatamente no período de conclusão do álbum The Colour and the Shape.
A convivência entre os dois durou até a morte de Taylor Hawkins aos 50 anos, registrada em 2022 horas antes de uma apresentação na Colômbia. O luto pela partida do amigo ainda marca os dias do vocalista de 57 anos, manifestando-se inclusive durante o sono.
Em conversa com o jornal The Guardian, Dave Grohl abordou os sonhos constantes com pessoas próximas que já partiram, mencionando também Kurt Cobain, seu parceiro de Nirvana: "Tenho tido sonhos que parecem visitas. Sejam da minha mãe, do meu velho amigo Jimmy, do Kurt ou do meu pai. E nos sonhos, eu sei que estou sonhando, mas essas pessoas estão aqui. "
O músico também detalhou uma experiência específica na qual reencontrou o baterista: "Adormeci num sofá, como este, em frente à televisão. Pensei que tinha acordado e ele estava sentado bem ao meu lado. Foi tão real. Ele estava feliz.
O cabelo dele estava ótimo; ele estava bronzeado. A primeira coisa que eu disse foi: 'Meu Deus, sentimos tanta saudade de você'. "
A lembrança ilustra a dor persistente e a profundidade da relação construída por décadas: "Eu perguntei: 'Onde você está?' E ele sorriu de novo e disse: 'Cara'. E aí eu acordei. '"