A cantora Anitta recusou uma proposta de R$ 500 milhões para ser embaixadora de uma plataforma de apostas online, incluindo o "jogo do tigrinho". A artista justificou a decisão com base nos impactos sociais e econômicos negativos do vício em jogos, sobretudo na vida de pessoas de baixa renda. Crítica frequente dessas empresas e defensora de maior rigor estatal, a artista recentemente celebrou uma medida provisória voltada a coibir o setor e aproveitou para defender o fim da escala 6x1 de trabalho.
A cantora Anitta, uma das maiores popstars do Brasil, recusou uma proposta substancial para atuar como embaixadora de uma plataforma de apostas online, que incluía o popular "jogo do tigrinho". O valor oferecido à artista para divulgar a empresa em suas redes sociais alcançava a impressionante cifra de R$ 500 milhões, conforme apuração exclusiva da coluna Fábia Oliveira, do site Metrópoles.
A decisão de Anitta de não aceitar a parceria foi motivada por suas preocupações com os efeitos negativos do vício em apostas. A artista já havia se manifestado publicamente sobre o tema em maio, explicando que, após um estudo aprofundado, concluiu que a promoção de tais jogos não seria apropriada devido ao impacto considerável na vida das pessoas.
Na ocasião, a popstar fez um desabafo acerca do vício em apostas, destacando como ele estaria prejudicando a economia do país e afetando a vida de indivíduos de baixa renda. Ela também havia cobrado uma atuação mais enérgica do Governo Federal para coibir a propaganda desses aplicativos.
Recentemente, Anitta celebrou a medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT) na última sexta-feira (25), que prevê o fim das apostas online no Brasil. Em uma publicação no Instagram, a cantora comemorou a proibição e aproveitou a oportunidade para levantar a discussão sobre a luta pelo fim da escala 6x1 de trabalho.
O setor de apostas online é conhecido por investir grandes somas para ter figuras públicas em suas campanhas, segundo informações da colunista. Um exemplo notável é o cantor Zé Felipe, que, em agosto, assinou um contrato avaliado em R$ 350 milhões para ser garoto-propaganda de uma casa de apostas, conforme revelado anteriormente pela mesma coluna.