Pedro Sampaio e Ricky Martin comandaram o show do intervalo no primeiro jogo da NFL no Maracanã, unindo funk e ritmos latinos em um espetáculo histórico. Com coreografia de Parris Goebel e a presença das líderes de torcida do Dallas Cowboys, a apresentação destacou a representatividade LGBTQIAPN+ e a cultura ballroom. O encontro de gerações também marcou o lançamento da faixa inédita "PIKITO PIKITO", parceria entre os artistas que mistura ritmos brasileiros e latinos para um público global.
O Maracanã ganhou uma trilha sonora diferente neste domingo (27). Durante o intervalo do primeiro jogo da NFL realizado no Rio de Janeiro, Pedro Sampaio e Ricky Martin dividiram o palco em uma apresentação que colocou o funk brasileiro e a música latina no centro de um espetáculo de alcance internacional.
Mais do que uma participação musical, o show foi construído como uma grande celebração da cultura pop. Com mais de 50 bailarinos brasileiros, direção coreográfica de Parris Goebel e uma sequência de performances que atravessou diferentes gêneros, Pedro transformou o gramado em um palco de dança e identidade brasileira.
O encontro também serviu como lançamento de "PIKITO PIKITO", parceria inédita entre Pedro e Ricky Martin que chegou às plataformas de música logo após a apresentação.
Um encontro de gerações
A escolha de Ricky Martin para dividir o momento com Pedro criou uma conexão entre diferentes gerações da música latina.
Ricky Martin ajudou a popularizar a música latina no mercado pop internacional a partir dos anos 1990 e 2000, enquanto Pedro Sampaio representa uma geração de artistas brasileiros que levou o funk para além das fronteiras do país.
No palco, essas duas trajetórias se encontraram em uma apresentação que passou por funk, pop, reggaeton, mambo, salsa e samba.
Ricky ainda apresentou "Livin' La Vida Loca", um de seus maiores sucessos, antes de a performance avançar para "PIKITO PIKITO".
O funk como ponto de partida
Pedro Sampaio assinou a produção musical do espetáculo e utilizou o funk como fio condutor da apresentação.
O tamborzão apareceu em "SEQUÊNCIA FEITICEIRA", enquanto "SEQUÊNCIA CUNT" incorporou elementos eletrônicos e referências da cultura ballroom.
A apresentação também contou com oito dançarinas representando a cena ballroom brasileira, utilizando movimentos do voguing, linguagem que se tornou uma importante expressão da cultura LGBTQIAPN+.
O resultado foi uma performance que não tratou o funk apenas como gênero musical, mas como parte de uma identidade cultural brasileira capaz de dialogar com diferentes linguagens internacionais.
Parris Goebel leva a dança brasileira para uma produção global
A direção coreográfica ficou nas mãos de Parris Goebel, referência internacional da dança pop que já trabalhou com alguns dos maiores nomes da música mundial.
A colaboração marcou a primeira vez que a coreógrafa trabalhou na criação de uma performance para um artista brasileiro.
Para Pedro, o encontro representou a possibilidade de levar elementos da cultura brasileira para uma linguagem reconhecida internacionalmente.
"Trabalhar com a Parris sempre foi um sonho. Ela tem uma linguagem muito própria e o talento incrível de transformar música em movimento", afirmou o artista.
Foram mais de 60 horas de ensaios para preparar a apresentação, que reuniu integrantes do ballet de Pedro e bailarinos que já trabalham com outros grandes nomes da música brasileira.
A cultura da NFL encontra o pop brasileiro
A participação das Dallas Cowboys Cheerleaders também ajudou a conectar o espetáculo ao universo do futebol americano.
O grupo entrou durante o break de "JETSKI", incorporando ao show uma referência diretamente ligada à tradição das partidas da NFL.
Na reta final, Pedro e Ricky conduziram a apresentação para o samba e "CAVALINHO", criando uma mistura que colocou diferentes símbolos culturais no mesmo palco.
O resultado foi uma sequência que começou no funk, atravessou a música latina e terminou celebrando uma das linguagens musicais mais reconhecidas do Brasil.
Representatividade no Maracanã
O espetáculo também carregou uma dimensão de representatividade.
Pedro Sampaio e Ricky Martin, dois artistas masculinos bissexuais, dividiram um dos palcos de maior visibilidade do entretenimento esportivo internacional.
A presença dos dois, somada à participação de artistas da cena ballroom, colocou diversidade e expressão LGBTQIAPN+ dentro de uma produção de grande escala.
Sem transformar a identidade dos artistas em um elemento separado da performance, o espetáculo incorporou a representatividade à própria linguagem do show.
"PIKITO PIKITO" ganha vida no palco
O lançamento de "PIKITO PIKITO" completou a narrativa criada no Maracanã.
A faixa combina funk brasileiro e ritmos latinos, refletindo justamente o encontro apresentado durante o intervalo.
Com Pedro Sampaio e Ricky Martin, o lançamento aproxima duas cenas musicais que, apesar de suas diferenças, compartilham uma característica fundamental: a capacidade de transformar ritmo em linguagem global.
No Maracanã, essa conexão ganhou dança, dezenas de bailarinos e uma plateia de futebol. Nas plataformas, "PIKITO PIKITO" agora começa uma nova etapa dessa parceria.