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Massagens, conhaque e celular contrabandeado: como Diddy vive na prisão

Reportagem da NBC News revela que o magnata gasta milhares de dólares por mês para manter uma rotina de privilégios no presídio federal de Fort Dix, em Nova Jersey

30 set 2026 - 10h05
(atualizado às 10h32)
Resumo
Cumprindo pena de 50 meses em Nova Jersey por crimes ligados à prostituição, Sean Combs, o Diddy, desfruta de regalias bancadas financeiramente por aliados externos. Relatos de detentos revelam que o magnata mantém presos a seu serviço para cozinhar, limpar e fazer massagens, além de ter acesso a itens ilegais como conhaque, antidepressivos e celulares contrabandeados. Apesar de já ter passado pelo isolamento após brigas, ele mantém os privilégios e aposta em recursos e indulto para soltura antes de 2028.

Sean Combs cumpre uma pena de 50 meses no presídio federal de Fort Dix, em Nova Jersey, após ser condenado por dois crimes de transporte interestadual de pessoas para fins de prostituição. Com soltura prevista para fevereiro de 2028, o ex-magnata da música está longe dos holofotes — mas não de certos confortos que o dinheiro pode comprar, mesmo atrás das grades. Publicada na última segunda, 29, uma reportagem da NBC News, baseada nos relatos de quatro detentos que dividiram a mesma unidade com Combs e falaram sob condição de anonimato, revela os detalhes de uma rotina que pouco se parece com a de um presidiário comum.

Diddy ou Sean Combs
Diddy ou Sean Combs
Foto: Shareif Ziyadat/Getty Images / Rolling Stone Brasil

Segundo os relatos, Diddy mantém uma equipe informal de detentos à sua disposição: há quem cozinhe para ele, preparando frango ao curry, pizza e empanadas com um aquecedor improvisado, submerso em água, quem limpe os banheiros antes de ele usá-los, faça sua cama, lave suas roupas e guarde sua correspondência e seu celular contrabandeado. Há também um detento que lhe oferece massagens no "estilo chinês". Tudo isso é pago por pessoas de fora da prisão, que transferem dinheiro para as contas dos detentos que prestam os serviços. "Isso não é algo que você vê normalmente na cadeia. Isso é coisa de rico", disse um deles à NBC. "Parece louco, mas é o Diddy".

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Além dos serviços, as fontes relatam que Combs tem acesso a uma série de itens contrabandeados. Ele usa celulares ilegais para navegar pelo Instagram e receber fotos explícitas de uma ex-namorada. Também teria adquirido de outros detentos o antidepressivo Remeron, procurado pelo efeito euforizante que proporciona. Nas noites de fim de semana, bebidas de alto padrão — entre elas, Hennessy — supostamente entram no presídio por intermédio de guardas e são compartilhadas com um grupo seleto. "Eu bebi com ele", afirmou um dos detentos. Combs também teria obtido um tablet desbloqueado e assistido a documentários sobre si mesmo — entre eles, Sean Combs: The Reckoning (2025), série produzida pela Netflix e por seu antigo rival, 50 Cent.

Entretanto, a rotina de regalias não transcorreu sem percalços. Em julho, Combs foi colocado em isolamento após uma briga com outro detento e, em seguida, retirado do programa de tratamento para dependência química, o RDAP. A participação no programa foi um dos principais argumentos usados por seus advogados ao solicitar a transferência para Fort Dix, já que concluí-lo pode reduzir a pena. Ainda assim, segundo as fontes, ele retomou imediatamente a mesma rotina de privilégios ao deixar o isolamento. O Bureau of Prisons informou que não comenta as condições específicas de nenhum detento por "razões de privacidade, segurança e proteção", mas reconheceu que o contrabando — especialmente de celulares, drogas e armas — "continua sendo um desafio constante". Na semana passada, cinco pessoas, entre elas um agente penitenciário e um ex-funcionário, foram indiciadas por envolvimento em um esquema de contrabando no mesmo presídio.

A assessoria de Combs reagiu com ironia às revelações: "O escrutínio contínuo de cada detalhe mundano da vida de Sean Combs na prisão chegou ao ponto em que a mídia caracteriza a vida normal na cadeia como notícia. A única notícia real é que Sean continua cumprindo sua pena enquanto aguarda a decisão do tribunal sobre seu recurso".

Em julho de 2025, um júri de Nova York condenou Combs por dois crimes de violação da Lei Mann e o absolveu das acusações mais graves — tráfico sexual e crime organizado —, que poderiam tê-lo mantido preso pelo resto da vida. Em outubro daquele ano, ele foi transferido para Fort Dix, vindo do centro de detenção metropolitano, no Brooklyn, onde estava detido desde setembro de 2024. Sua data oficial de soltura é 23 de fevereiro de 2028, mas a pena pode ser reduzida por bom comportamento ou pela conclusão de programas de reabilitação. Além do recurso em andamento, fontes disseram à imprensa americana que Combs acredita que poderá receber um indulto presidencial. Segundo esses relatos, ele comentou com outros detentos que Donald Trump poderia libertá-lo. O porta-voz de Trump não se manifestou sobre a informação.

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