Jorja Smith realiza seu primeiro show solo no Brasil nesta sexta-feira, 30 de outubro, no Espaço Unimed, em São Paulo, com abertura da rapper Budah. A apresentação marca o retorno da cantora britânica ao país após sete anos e promove seu terceiro álbum, What Are The Odds (2026), que aposta em sonoridades de UK garage e afro house. A turnê brasileira inclui ainda passagens pelos festivais Rock the Mountain, no Rio de Janeiro, e Afropunk Brasil, em Salvador, ao longo do mês de novembro.
Jorja Smith tem uma única aparição registrada no Brasil: o Palco Adidas do Lollapalooza, em 6 de abril de 2019, no Autódromo de Interlagos. Foram 14 músicas, uma hora de palco e uma camisa da seleção no corpo. Quem estava lá sabe que aquilo tinha cara de começo de algo.
Sete anos e dois álbuns depois, o próximo capítulo acontece nesta sexta, 30 de outubro, no Espaço Unimed, em São Paulo — desta vez em um show solo, o primeiro da carreira dela no país.
O Lollapalooza 2019 segue sendo o único show que Jorja fez em solo brasileiro. Em 2025, ela tentou mudar esse quadro com uma data no mesmo Espaço Unimed e apresentações em festivais no Rio e em Salvador, mas o caminho até esta sexta incluiu comunicados de produtoras, ingressos mantidos válidos e uma promessa da artista que vale relembrar antes de a casa abrir os portões.
O comunicado chegou em 21 de agosto de 2025, assinado pela IDW e pela T4F: "por questões pessoais da artista, alheias ao controle das produtoras envolvidas, todas as apresentações da artista no Brasil serão reprogramadas para 2026". Jorja reforçou a nota com palavras próprias: chamou a turnê sul-americana de 2019 de "uma das minhas favoritas" e prometeu "fazer dos shows do ano que vem alguns dos meus melhores". O motivo concreto nunca foi detalhado publicamente.
O que ela traz na bagagem em 2026 é What Are The Odds (2026), seu terceiro álbum e o mais audacioso em proposta sonora — UK garage, 2-step e afro house no lugar dos arranjos contidos dos discos anteriores. Lançado exatamente um ano depois do comunicado de adiamento, em 21 de agosto de 2026, é esse o material com que ela chega ao Espaço Unimed para cumprir a promessa.
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O local e o serviço
O Espaço Unimed fica na Rua Tagipuru, 795, no bairro da Barra Funda. Os portões abrem às 20h e o show começa às 22h. A classificação etária é de 16 anos, segundo a página oficial da casa.
Os ingressos são vendidos pela Tickets For Fun (T4F), com pista a partir de R$ 190 na meia-entrada (1º lote) e R$ 210 (2º lote). A pista premium parte de R$ 280 (meia). Há ainda opções de mezanino, camarote e ingresso solidário, com doação de alimento.
Para quem vai de transporte público, a estação mais próxima é Palmeiras-Barra Funda (Linha 3-Vermelha), que também atende aos trens da CPTM. A caminhada até a entrada leva entre 200 e 500 metros.
Quem prefere carro encontra estacionamento credenciado (Trevo Estacionamento), com venda antecipada pela Ticket360 a partir de R$ 87. A bilheteria física sem taxa fica no Teatro Renault (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411), de terça a domingo, das 12h às 20h.
Um aviso importante para o retorno: com o show começando às 22h e uma duração estimada de 75 a 90 minutos, o fim da apresentação deve ocorrer por volta de 0h30 — depois que o metrô encerra a operação, à meia-noite. Planeje a volta com aplicativo de transporte ou táxi. Não deixe para decidir na saída do show.
Como é o show
O show mais completo disponível como referência para São Paulo é o de atração principal no All Points East, em Victoria Park, Londres, em 21 de agosto de 2026 — exatamente na data de lançamento de What Are The Odds. Foram 90 minutos com banda completa, das 21h25 às 22h55, e uma sequência de convidados britânicos: Nia Archives, AJ Tracey, Katy B, Loyle Carner e Devlin passaram pelo palco — que não devem aparecer por aqui.
A abertura foi uma vinheta de rádio fictícia chamada "Jorja FM", com DJs reais apresentando a artista antes de ela entrar.
A produção visual usou uma paleta de cores que acompanhava o repertório: roxos e rosas para os momentos mais introspectivos, vermelho para as músicas mais pesadas. A arte de What Are The Odds apareceu no telão junto com vídeos caseiros da adolescência de Jorja — ela de uniforme escolar cantando "Katy on a Mission", de Katy B. O clima do show oscila entre a introspecção soul e a pista de UK garage e house: exatamente a virada que o álbum novo propõe.
Os shows de lançamento que vieram logo depois — em Kingston (28/ago), Manchester (2/set) e Berlim (3/set) — foram mais enxutos: 45 minutos, 13 músicas, sem convidados. São esses shows que revelam como ela conduz o novo material em uma noite de show próprio: as faixas de What Are The Odds dominam a primeira metade, e os sucessos mais antigos chegam depois, quando o repertório abre para "Blue Lights", "Teenage Fantasy" e "Be Honest".
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Antes da temporada sul-americana, Jorja também passou pela residência de Harry Styles no Estadio GNP Seguros, na Cidade do México, abrindo para plateias de mais de 68 mil pessoas por noite.
A agenda brasileira de 2026
O show de São Paulo é o único show solo de Jorja Smith no Brasil em 2026 — e o único da temporada em casa fechada. As outras três datas são em festivais: Rock the Mountain, em Itaipava (Petrópolis, RJ), nos dias 1º e 8 de novembro (a mesma grade se repete nos dois fins de semana, com o Palco Floresta recebendo a apresentação a partir das 17h30 no primeiro), e Afropunk Brasil, em Salvador, no dia 7 de novembro, no Parque de Exposições — no mesmo dia de FLO e Emicida. O primeiro fim de semana do Rock the Mountain já está com ingressos esgotados.
A temporada sul-americana inclui ainda duas datas no Chile — 3 e 4 de novembro no Teatro Caupolicán, em Santiago — e uma na Argentina, em 11 de novembro, no C Complejo Art Media, em Buenos Aires.
Depois da América do Sul, a turnê segue para os Estados Unidos e o Canadá, com início em 14 de novembro em Los Angeles. Para 2027, já está anunciada a turnê de arenas "10 Years of Jorja Smith", com passagem pela O2 Arena de Londres em julho.
O álbum What Are The Odds
What Are The Odds é o terceiro álbum de Jorja Smith e o primeiro lançado inteiramente pelo FAMM, seu próprio selo, com distribuição da The Orchard. A independência total é uma virada: os dois álbuns anteriores, Lost & Found (2018) e falling or flying (2023), também saíram pelo FAMM, mas em parceria com a EPIC. Desta vez, ela controla o processo do início ao fim. São 12 faixas em 37 minutos e meio, lançadas em 21 de agosto de 2026.
A produção é assinada por P2J, responsável por faixas de Beyoncé, Wizkid e Stormzy, e que já havia produzido "Little Things" para Jorja. O projeto começou como um EP dance de quatro faixas; nas duas primeiras sessões de gravação, saíram nove músicas. O resultado percorre UK garage, 2-step, UK funky, afro house e house sem que a voz e as letras percam o fio condutor. Os singles "What's Done Is Done" (maio de 2026) e "Alive", com Wizkid (julho de 2026), abriram o ciclo antes do lançamento.
O álbum chegou ao topo das paradas britânicas de Dance e de álbuns independentes, e à posição 17 do UK Albums Chart.
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Setlist provável
Não há setlist confirmado para o Espaço Unimed. O que existe como base são os shows de lançamento de agosto e setembro de 2026 — Kingston, Manchester e Berlim —, todos com 13 músicas em cerca de 45 minutos. O núcleo é praticamente fixo: as faixas de What Are The Odds abrem o show, e os sucessos mais antigos chegam na segunda metade.
Por ser um show em casa fechada, com mais tempo disponível, é provável que o repertório em São Paulo seja mais extenso. A estimativa mais razoável, com base no show de atração principal do All Points East, é entre 75 e 90 minutos. Faixas como "Addicted", "Where Did I Go?", "Goodbyes" e "falling or flying" apareceram em shows de festival ao longo do ano e podem ser incorporadas.
Com base no que ela tem tocado nos shows mais recentes:
- "For Life"
- "What Are The Odds"
- "I Lied, You Lied"
- "Dancing"
- "This City"
- "What's Done Is Done"
- "Blue Lights"
- "Teenage Fantasy"
- "Come Over"
- "Alive" (part. Wizkid)
- "Little Things"
- "Be Honest"
- "On My Mind"
A abertura
Quem abre a noite é BUDAH. A rapper capixaba — nascida em Vila Velha e criada em Cariacica, na Grande Vitória — chegou à cena pelas batalhas de rima, ganhou projeção nacional com "Neguin" e ampliou o alcance com aparições no Poesia Acústica 12, no COLORS e em faixas com Djonga, MC Cabelinho e Projota. Em 2024, lançou Púrpura, com 15 faixas e mais de 50 milhões de reproduções. Em 2026, assinou com a Universal Music e lançou FREQUÊNCIA LUNAR, com 14 faixas e participações de IZA, Pabllo Vittar, Duquesa, Tasha & Tracie e AJULIACOSTA.
https://www.youtube.com/watch?v=2iZHqeY51mg&t=702s&pp=ygUTYnVkYWggcm9sbGluZyBzdG9uZQ%3D%3D
O disco lhe rendeu a primeira indicação ao Grammy Latino 2026, na categoria Melhor Álbum de Música Urbana em Língua Portuguesa. A cerimônia acontece em 12 de novembro, em Las Vegas — 13 dias depois desta noite no Espaço Unimed. BUDAH concorre com AJULIACOSTA, Don L, Emicida e Matuto S.A. Ela também é a única brasileira indicada ao BET Hip Hop Awards na categoria Melhor Flow Internacional, e estreou no Rock in Rio em setembro de 2026.
Sobre a abertura do show de Jorja, ela foi direta: "eu sou muito fã da Jorja Smith. Estar no mesmo palco que uma artista internacional que me inspira tanto é a realização de mais um sonho", disse em material enviado à imprensa.