Em fase movimentada na carreira, Hipólyto retorna ao Rio de Janeiro mais empoderado para interpretar Fiyero na temporada carioca do musical Wicked, destacando o olhar técnico e caloroso do público local. Paralelamente aos palcos, o artista expande sua atuação musical com o lançamento do EP O Melhor Lugar do Mundo e com o projeto Sambelting, roda de samba performática que une linguagens artísticas, encarando o momento como fruto do desejo ativo de valorizar sua trajetória.
De volta ao Rio de Janeiro em uma das fases mais movimentadas da carreira, Hipólyto passou pela redação da Rolling Stone Brasil, em Copacabana, para falar sobre a sensação de retornar à cidade de uma maneira diferente.
Atualmente em cartaz como Fiyero na temporada carioca de Wicked, o artista encara o momento como um reencontro com suas origens, agora trazendo para casa uma trajetória construída também em outros lugares.
"Eu retorno pra casa de um jeito diferente, um pouco mais empoderado, um pouco mais feliz", afirmou. "Podendo mostrar um pouco da minha trajetória, que eu fiz em outro lugar, trazendo pra casa de novo."
Uma nova plateia para Wicked
A chegada de Wicked ao Rio também trouxe uma experiência diferente para o elenco. Depois do sucesso da montagem em São Paulo, a produção encontrou uma nova relação com o público carioca.
Segundo Hipólyto, a plateia do Rio é calorosa, mas também tem um olhar mais técnico sobre o espetáculo.
"Em São Paulo tem essa fandom muito grande. No Rio tem também, mas é um pouco mais técnico. É gostoso também pra gente sentir de verdade como é a peça no seu modo mais bruto", refletiu.
Música, samba e outros caminhos
Fora dos palcos de Wicked, Hipólyto também vive um momento de expansão musical. O artista lançou o EP O Melhor Lugar do Mundo e mantém, ao lado de Tales, a Sambelting, roda de samba performática que aproxima diferentes linguagens e públicos.
Para ele, os projetos são uma forma de mostrar outras facetas de sua trajetória artística. "É poder falar pro público: 'Olha, eu tenho mais coisa aqui, eu tenho mais trabalho, venham conhecer'", explicou.
O título do EP, inclusive, está mais relacionado ao caminho do que à ideia de alcançar um destino definitivo.
"Eu acho que o EP fala mais sobre a trajetória do que necessariamente chegar em algum lugar", afirmou. "Lançar esse EP agora fez todo sentido pro momento da minha carreira."
Ao olhar para tudo o que construiu até aqui, Hipólyto prefere falar em desejo, e não necessariamente em sonho.
"Eu acho que eu não sonhei com nada disso, eu acho que eu desejei muito", contou. "O sonho é mais estático, e o desejo é uma coisa que: 'Eu quero, eu quero, eu quero'. E aí as coisas foram acontecendo."