O cantor Zé Felipe foi diagnosticado com síndrome do piriforme após sentir fortes dores nos glúteos irradiadas para as pernas. A condição, causada pela compressão do nervo ciático por um músculo profundo das nádegas, costuma ser associada à sobrecarga em treinos e é facilmente confundida com problemas na coluna. Já em recuperação com uso de medicamentos, o artista segue um tratamento conservador, que costuma dispensar cirurgias e inclui fisioterapia e controle de cargas nos exercícios.
Uma dor que começou na região dos glúteos levou Zé Felipe a procurar atendimento médico e descobrir a origem do desconforto. O cantor revelou, nesta quarta-feira (28), que recebeu o diagnóstico de síndrome do piriforme, condição que pode provocar incômodo intenso e se espalhar pela parte posterior das pernas. Inicialmente, havia a suspeita de um problema no nervo ciático, mas os exames e a avaliação médica apontaram para uma alteração em um músculo localizado profundamente na região das nádegas. O artista acredita que a sobrecarga e a repetição de movimentos durante os treinos possam ter contribuído para o quadro.
Entenda o problema que afeta o cantor
O piriforme é um músculo responsável por participar dos movimentos de rotação do quadril. Quando apresenta contraturas, espasmos ou aumento de volume, pode pressionar o nervo ciático e provocar dor. Em entrevista ao g1, o ortopedista Helio Okamura explicou que o sintoma costuma ser característico: "Isso vai gerar uma dor que é muito conhecida como dor profunda da nádega ou dor do glúteo profunda, que começa a irradiar para a região posterior da perna. Isso acaba confundindo muito com a dor ciática proveniente da coluna". A condição pode atingir atletas, praticantes de musculação e até pessoas que permanecem sentadas por períodos prolongados.
Exercícios e rotina podem contribuir para o quadro
A relação entre atividade física e síndrome do piriforme está associada principalmente à sobrecarga muscular. Segundo Okamura, corrida e musculação com cargas elevadas estão entre as práticas que podem favorecer o problema. O médico afirma: "A gente vê isso em pessoas que fazem muita sobrecarga do músculo piriforme, como corrida ou mesmo exercícios de força, como musculação com cargas muito elevadas". A dor costuma atingir um dos glúteos e pode avançar pela coxa, piorando ao sentar ou movimentar o quadril. Formigamento e dormência também podem aparecer em alguns casos.
Tratamento costuma dispensar cirurgia
Na sexta-feira (23), Zé Felipe já havia relatado o desconforto e contado que recebeu uma injeção, que proporcionou alívio parcial. Agora, o cantor afirma que segue tratamento medicamentoso e percebe melhora. De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, a abordagem geralmente envolve fisioterapia, ajustes nos exercícios, fortalecimento muscular e medicamentos para controlar a dor. A recuperação pode levar de dois a três meses, dependendo do paciente. A cirurgia é rara, mas sinais como perda progressiva de força, alterações de sensibilidade ou dificuldade para controlar urina e fezes exigem avaliação médica imediata. O diagnóstico correto é essencial, já que os sintomas podem ser confundidos com os de uma hérnia de disco.