A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) anulou a suspensão do registro profissional de Deolane Bezerra, que segue presa no interior de São Paulo. A atualização do caso foi anunciada nesta terça-feia, 27, por Daniele Bezerra, irmã de Deolane e uma das advogadas que atua na defesa da influenciadora.
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"Hoje celebramos uma pequena vitória e seguimos com fé, porque ainda há muito pelo que lutar", escreveu Daniele.
"Durante todo esse tempo, denunciei o que entendíamos serem graves irregularidades no procedimento disciplinar. Questionei, insisti, apresentei fundamentos e pedi que nossas razões fossem ouvidas. E hoje, ainda que essa atualização não apague o sofrimento e os prejuízos enfrentados, ela representa um pequeno alento em meio a tantas batalhas", completou a advogada.
O registro profissional de Deolane Bezerra havia sido suspenso em junho pelo prazo inicial de 90 dias, com a possibilidade de prorrogação. Durante esse período, ela estava impedida de atuar como advogada. Até o dia anterior, o registro constava como suspenso, mas já voltou a aparecer como ativo no sistema da OAB-SP. Procurada pela reportagem, a ordem informou que o processo disciplinar tramitava em sigilo no Tribunal de Ética e Disciplina, por isso não poderia informar sobre desdobramentos.
Deolane está presa preventivamente desde o dia 21 de maio no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Ela é acusada de e lavagem de dinheiro para o PCC e de fazer parte da facção criminosa.
Nesta terça-feira, 27, ela sofreu uma nova derrota na Justiça. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido da defesa da influenciadora para que o caso fosse levado à Justiça Federal. Dessa forma, o caso continua tramitando na esfera estadual.
Daniele Bezerra divulgou uma nota oficial sobre a decisão. "A defesa respeita a decisão, embora mantenha entendimento jurídico diverso quanto à competência para o julgamento da ação penal. Decisões judiciais se cumprem ainda que delas se discorde. Seguiremos firmes, com serenidade, responsabilidade e respeito às instituições, utilizando os instrumentos jurídicos cabíveis na defesa dos direitos e garantias constitucionais", diz o comunicado.