Suéllem Cury, a Mulher Pera, dá sua versão sobre polêmica no Carnaval: “Peço respeito”

Apresentadora não desfilou pela Mocidade Unida da Mooca no Anhembi e sua manifestação nas redes sociais teve forte repercussão

19 fev 2026 - 10h42
(atualizado às 10h44)

Famosa por atuações na TV, Suéllem Cury, a Mulher Pera, escolheu ressurgir na mídia no Carnaval de São Paulo.

Desfilaria pela escola de samba Mocidade Unida da Mooca, a MUM, no Anhembi. Mas afirma ter sido impedida de seguir com a escola.

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Em entrevista à coluna, ela explica o problema com a fantasia original, o uso de outro traje e o fim da confusão no sambódromo.

"Fui impedida de desfilar, pois ela já tinha colocado outra pessoa no meu lugar", afirma Suéllem Cury
"Fui impedida de desfilar, pois ela já tinha colocado outra pessoa no meu lugar", afirma Suéllem Cury
Foto: Divulgação

Afinal, você desfilou ou foi embora?

Não desfilei. Apesar de ter chegado no Hotel Holliday Inn  3 horas antes, como havia combinado com a Dona Vera, fiquei procurando por ela sem encontrar, ligando e mandando mensagens seguidas sem sucesso, o que acabou me tomando muito tempo, conseguindo chegar na concentração 1 hora antes do desfile, quando fui impedida de desfilar, pois ela já tinha colocado outra pessoa no meu lugar, usando a fantasia que comprei e paguei bem antes desse horário.

Você surgiu com uma fantasia diferente no sambódromo, esse foi o motivo da confusão?

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O que ocorreu foi que a Dona Vera, uma das diretoras, havia combinado comigo para encontrá-la numa sala que, segundo ela, estaria reservada pela MUM no hotel Holiday Inn, para que eu trocasse a fantasia que estava usando pela outra fornecida pela Escola. No dia em estive na Fábrica do Samba para fazer a prova da fantasia do desfile, eu não gostei por estar completamente em desacordo com o que me venderam no croqui. Informei a dona Vera, naquele momento, que compraria outra fantasia, exclusivamente para dar entrevistas, fazer fotos e circular pelo Anhembi, e trocaria pela fantasia da escola para desfilar, o que ela concordou de imediato. Ela estava totalmente ciente e de acordo com isso. Já que seria a minha volta para o Carnaval, eu não queria passar vergonha com uma fantasia tão feia, mas, como já disse e acho importantíssimo frisar, eu trocaria de traje assim que chegasse à sala que teria sido reservada pela escola no hotel. Acontece que quando cheguei, não havia sala nenhuma reservada. Diante disso, tentei contato através de mensagens e ligações para dona Vera, sem sucesso. Decidi, então, ir até a concentração para tentar encontrá-la. Chegando, ainda com 1 hora para o início do desfile para efetuar a troca de fantasias, para a minha surpresa, ela me proibiu de desfilar e já tinha colocado outra pessoa no meu lugar, fazendo uso da fantasia que comprei e paguei muito antes da minha chegada.

Você reclamou que a fantasia entregue estava diferente da que comprou baseada no croqui. Chegou a reclamar com a escola antes do desfile?

No dia que fiz a prova da fantasia, reclamei, sim. Além de ter ficado completamente diferente do croqui, estava muito larga, muito longa e desengonçada. Dona Vera se propôs a fazer alguns ajustes para ficar um pouco mais acinturada, mas, em relação a estar muito longa e muito mais fechada do que no croqui, mostrando praticamente só o meu rosto, que não faria nada e ficaria assim mesmo, o que me deixou bem desanimada. Por ser totalmente profissional e já ter anunciado a minha volta ao Carnaval, mesmo insatisfeita, concordei em desfilar, mas foi exatamente neste momento que comuniquei a compra da outra fantasia vermelha para usar exclusivamente nas entrevistas, fotos e para circular no Anhembi, trocando pela da escola no horário combinado com a Dona Vera, e ela concordou de imediato, dizendo que não haveria nenhum problema com isso. No dia do desfile, foi impossível reclamar, já que não foi cumprido o combinado por parte dela com relação ao encontro na sala do Holliday Inn, que ela disse existir, mas era mentira, e quando cheguei à concentração, ainda com tempo para trocar de fantasia, ela já tinha entregue a minha para outra pessoa e me impediu de desfilar.

Suéllem Cury argumenta que a fantasia entregue era diferente daquela mostrada no croqui no momento da venda
Foto: Divulgação

Recebeu apoio de alguém no Anhembi depois da confusão?

Vendo o quanto eu fiquei chateada e nervosa, chegando até a chorar, recebi apoio imediato de várias pessoas que estavam ali assistindo ao papelão que a MUM fez comigo, bem como, fotógrafos e profissionais de imprensa que imediatamente abriram espaço para divulgar o ocorrido. Recebi também muitas mensagens de apoio nas minhas redes sociais. A indignação foi geral com a atitude absurda dos diretores da escola. Até dedo na cara me puseram. Com um samba-enredo que pede respeito à mulher, é de se espantar que esse respeito não comece dentro da escola. É lamentável. Para completar, além de tudo isso, estão se negando a devolver o valor que paguei pela fantasia. Ainda entrei em contato mais uma vez por mensagem com a dona Vera, que reiterou essa posição da escola, o que me obrigou a procurar meu advogado e buscar todos os meus direitos por tudo que me fizeram passar.

A Mocidade Unida da Mooca ficou em oitavo lugar. Assistiu ao desfile? Gostou do resultado?

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Não assisti ao desfile, apenas a apuração. Fiquei aliviada pela MUM não ter ganho. Eu não desejo mal à escola, mas a justiça pelo que fizeram comigo tem que ser feita. Fiquei feliz pelo resultado das outras agremiações, principalmente com o 5° lugar da Barroca Zona Sul, que seria a escola onde eu desfilaria originalmente este ano, mas acabou não dando certo por questões contratuais.

"Fiquei chateada e nervosa, chegando até a chorar", diz a Mulher Pera a respeito de polêmica no Anhembi
Foto: Divulgação

Voltaria a tentar desfilar pela mesma escola? Tem planos para o Carnaval 2027?

Infelizmente, não voltaria jamais a desfilar com a MUM. Tenho recebido diversas propostas de outras escolas que vou analisar e escolher para desfilar em 2027.

Por que estava afastada da mídia? Tem algum projeto para este ano?

Eu estava me dedicando à minha franquia de cristais, já que também sou empresária. Estou com um projeto baseado na ‘Dieta da Pera’, com uma empresa de academias que entrou em contato comigo para que eu seja a garota-propaganda dos suplementos, e também recebi a proposta para ser repórter de um programa, só que não posso adiantar maiores detalhes por questões de sigilo contratual. Meu assessor, Irinaldo Olliver, está me ajudando a analisar todas as propostas, pois tenho recebido várias mensagens.

O espaço da coluna está aberto para a manifestação dos citados.

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