As redes sociais foram impactadas nesta segunda-feira (6) com o vazamento das primeiras imagens do documentário inédito da Netflix sobre Suzane von Richthofen. A produção, que ainda não teve sua data de estreia oficial divulgada, contou com uma exibição restrita para convidados e já divide opiniões pelo tom dos relatos da condenada pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002.
Suzane von Richthofen ri em depoimento sobre o passado
De acordo com o jornalista Ulisses Campbell, um dos pontos mais chocantes do longa de duas horas é a reação de Suzane ao revisitar o crime. Em trechos específicos, a ex-presidiária chega a rir ao relembrar a dinâmica familiar e os eventos que antecederam a tragédia que chocou o Brasil.
Ao reconstruir sua versão dos fatos, Suzane descreve uma infância marcada por rigidez acadêmica e falta de carinho: "Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão", afirmou Suzane no documentário.
Revelações sobre a família Von Richthofen
No depoimento, Suzane detalha a relação conturbada entre os pais e episódios de violência doméstica que teria presenciado na mansão da rua Campo de Marte. "Meu pai era zero afeto. Minha mãe ainda tinha um pouco. Volta e meia ela pegava a gente no colo. Mas era muito de vez em quando. O relacionamento dos meus pais era muito ruim. Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível", recordou.
O documentário aponta a viagem dos pais de Suzane para a Europa como o divisor de águas. Foi nesse período que ela intensificou a convivência com Daniel Cravinhos, transformando a rotina da casa. É neste momento que a produção mostra Suzane rindo ao descrever a fase de rebeldia.
"Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse. Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock 'n' roll. Aquele mês mudou tudo na nossa vida. O Daniel passou a ocupar todos os espaços da minha vida", declarou.
Confissão e culpa: "Eu os levei para dentro de casa"
Apesar de tentar contextualizar suas motivações através do ambiente familiar, Suzane não foge da responsabilidade direta no planejamento do crime que vitimou Manfred e Marísia.
"Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa. A culpa é minha. Claro que é minha", admitiu em um dos momentos mais densos da entrevista.