A trajetória de Heath Ledger, que completaria 47 anos neste sábado, 4 de abril, se estivesse vivo, vai muito além de seus papéis marcantes no cinema.
Dono de um talento raro e de uma sensibilidade evidente em cena, o ator australiano também construiu, ainda que de forma discreta, uma postura firme contra a homofobia, especialmente em um momento em que Hollywood ainda tratava o tema com resistência.
Esse posicionamento ganhou força em 2006, quando ele protagonizou, ao lado de Jake Gyllenhaal, o aclamado 'O Segredo de Brokeback Mountain'.
No longa, os dois interpretam cowboys que vivem uma intensa história de amor, quebrando estereótipos e levando para o grande público uma narrativa sensível sobre afeto, repressão e preconceito.
O filme foi um fenômeno de crítica e público, apontado como favorito ao Oscar de Melhor Filme, prêmio que surpreendentemente acabou ficando com 'Crash - No Limite'.
Um dos maiores gestos de Heath tenha acontecido fora das telas. No ano seguinte, ele e Jake foram convidados para apresentar uma categoria no Oscar. O que seria apenas mais uma aparição protocolar se transformou em um ato de posicionamento.
'Não é piada', disse Heath Ledger contra homofobia
Ao ler o roteiro, Heath percebeu que havia uma tentativa de fazer humor com a história do filme, algo que ele considerou desrespeitoso. Sem pensar duas vezes, recusou o convite.
A atitude foi lembrada pelo próprio Jake Gyllenhaal, que revelou o diálogo marcante entre os dois. "Na época eu estava tipo, 'Oh, bem...
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