Saiba como exame de DNA definiu o destino da filha de Elize Matsunaga

Saiba como exame de DNA definiu o destino da filha de Elize Matsunaga e Marcos Matsunaga após crime

6 ago 2026 - 16h43

O lançamento do filme "Elize: Sombras de uma mulher", na plataforma de streaming Netflix, colocou novamente sob os holofotes um dos crimes mais chocantes da história recente do Brasil. Em 2012, o país parou para acompanhar o caso de Elize Matsunaga, que assassinou e esquartejou o próprio marido, Marcos Matsunaga, então herdeiro e executivo do grupo alimentício Yoki. Além de revisitar os detalhes do homicídio e da investigação, a produção expõe uma das feridas mais dolorosas e permanentes dessa tragédia: a distância entre a condenada e sua filha, Helena.

Elize Matsunaga
Elize Matsunaga
Foto: Reprodução/Netflix / Contigo

A obra é finalizada revelando um dado marcante: desde o momento em que foi presa em definitivo pelo assassinato e pela ocultação de cadáver, Elize não teve qualquer tipo de contato presencial com a herdeira.

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A guarda dos avós paternos e o teste de DNA 

Atualmente com 16 anos, Helena vive sob os cuidados e a tutela legal dos avós paternos, Mitsuo e Yoko Matsunaga. O casal detém a guarda formal da jovem desde a época do crime, mas o processo de acolhimento da recém-nascida envolveu desconfianças familiares nos bastidores.

Logo após a prisão de Elize, a bebê ficou temporariamente sob os cuidados de Rose, tia de Elize que viajou a São Paulo para auxiliar no suporte à criança. De acordo com o jornalista e escritor Ulisses Campbell, autor da biografia "Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido", a família do empresário exigiu comprovações biológicas antes de assumir a tutela da neta:

O passado de Elize como garota de programa, tornado público durante as investigações policiais, fez com que os pais de Marcos duvidassem inicialmente da paternidade do filho. "A Elize já estava presa, os avós visitam, ela não pega a bebê no colo, e eles chamam um dos maiores laboratórios de genética do Brasil para fazer o exame. Depois que descobrem que ela é neta biológica, levam a criança", relatou Campbell durante participação no podcast do apresentador Beto Ribeiro.

Decisão judicial

Desde que os avós paternos conquistaram a guarda na Justiça, mãe e filha nunca mais se viram. A família Matsunaga sempre manteve uma postura firme no tribunal, declarando em entrevistas que qualquer tentativa de reaproximação ou diálogo sobre o crime só deverá partir da própria Helena quando ela atingir a maioridade penal e puder decidir por conta própria.

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Elize segue impedida judicialmente de se aproximar da adolescente. Os advogados da família de Marcos chegaram a mover ações para pedir a destituição definitiva do pátrio poder da mãe. Durante os anos em que cumpriu pena em regime fechado na penitenciária de Tremembé (SP), Elize escreveu o livro "Piquenique no Inferno", no qual dedicou páginas emocionadas e cartas abertas à filha:

"Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável", escreveu a ex-bacharel em Direito e técnica de enfermagem na publicação, expressando o sonho de reconstruir o vínculo com a jovem no futuro.

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