A arte brasileira está em luto com a despedida de um de seus talentos mais vibrantes. Titina Medeiros, atriz potiguar que conquistou o Brasil com sua energia e versatilidade, faleceu aos 49 anos, no último domingo (11), em Natal.
Qual foi a causa da morte?
A artista enfrentava uma batalha corajosa contra um câncer no pâncreas diagnosticado há cerca de um ano, mas não resistiu às complicações da doença.
Nascida Izabel Cristina de Medeiros na cidade de Currais Novos, Titina foi criada em Acari, no interior do Rio Grande do Norte. Sua essência nordestina sempre foi o alicerce de sua carreira, iniciada nos palcos de teatro do estado. Antes de brilhar nas telas da TV Globo, ela consolidou sua técnica em grupos teatrais de renome, como o Clowns de Shakespeare e, posteriormente, em seus próprios projetos, como a produtora Casa de Zoé.
Em um depoimento emocionante sobre sua conexão com a terra natal, Titina afirmou em entrevista recente:
"Eu acho que é importante também permanecer, ter o meu pé aqui fincado, no sentido de poder produzir obras e coisas que a população daqui possa consumir."
A projeção nacional veio em 2012, na novela "Cheias de Charme". Na pele da carismática e atrapalhada Socorro, a "personal colega" da vilã Chayene (interpretada por Cláudia Abreu), Titina roubou a cena. Seus bordões, como chamar a patroa de "brabuleta suprema" e "poderosa", tornaram-se febre entre o público.
Sua parceira de cena, Cláudia Abreu, lamentou profundamente a perda em suas redes sociais:
"Titina, minha amiga, você é única. Nunca vai ter alguém como você. Celebro sua existência com todo o amor e com a alegria que você merece. Nunca vou te esquecer. Nunca."
Legado na TV e no cinema
Após o fenômeno de sua estreia, Titina participou de diversas produções de destaque, como as novelas "Geração Brasil", "A Lei do Amor" e "Mar do Sertão". Seu trabalho mais recente na televisão foi em "No Rancho Fundo" (2024), onde interpretou a personagem Nivalda. No cinema, brilhou no premiado longa "Filhos do Mangue".
O marido da atriz, o também ator César Ferrario, com quem era casada desde 2006, exaltou a força da companheira:
"Seguiremos honrando sua história, sua força e sua alegria de viver. Ela permanece viva em sua obra, nas memórias que construiu e no amor que espalhou por onde passou. Obrigado por tanto, Titina."
O Governo do Rio Grande do Norte decretou luto oficial de três dias e anunciou que o Palácio da Cultura de sua cidade de criação passará a se chamar Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros.