A atriz Regina Duarte declarou publicamente sua rejeição ao movimento feminista e admitiu adotar posturas consideradas machistas, atribuindo o comportamento à sua criação tradicional. Além de pontuar suas visões comportamentais e ideológicas, a artista e ex-secretária especial da Cultura também abordou sua trajetória pública e comentou sobre a possibilidade de retornar à atuação política.
Regina Duarte voltou a falar sobre sua passagem pela Secretaria Especial da Cultura durante o governo de Jair Bolsonaro, em 2020. Em entrevista à Folha de S.Paulo, a atriz relembrou os 74 dias em que permaneceu no cargo e revelou que ainda enfrenta cobranças pela decisão de entrar , e também de sair, do governo.
Segundo Regina, sua breve experiência na gestão pública não trouxe consequências significativas para sua vida pessoal. No entanto, ela reconheceu que a decisão continua despertando reações diferentes entre o público.
"Não teve custo nenhum. Eu saí de lá depois de 74 dias, voltei para minha vida e segui magnificamente bem. Tem gente que não me perdoa até hoje de ter ido. Tem gente que não me perdoa até hoje de ter voltado", declarou.
Regina Duarte voltaria para a política?
Questionada sobre a possibilidade de assumir novamente uma pasta ligada à cultura, Regina Duarte descartou a ideia.
"Não, definitivamente não. Senão, eu teria ficado mais lá, lutado para proporcionar alguma coisa para a classe artística, para o povo brasileiro", afirmou.
Apesar da resposta categórica sobre a área cultural, a atriz não descartou completamente uma nova experiência na política.
"Eu estou aberta. Eu vide. Quando a pessoa está viva, ela está aberta para o que der e vier. Ela pode dizer sim, ela pode dizer não. Está em aberto", disse.
Atriz rejeita rótulos
Na mesma entrevista, Regina Duarte falou sobre posicionamentos ideológicos e afirmou não gostar de ser enquadrada em definições específicas.
Ao comentar o feminismo, a veterana disse não se considerar feminista e explicou sua visão sobre os papéis de homens e mulheres.
"Não gosto dessas 'tachações', porque tem hora que eu sou machista para caramba. Tem hora que eu acho que é a hora do homem botar o pé na porta. E eu agradeço, porque não quero fazer isso. Eu quero entregar essa função para ele. Acho que a gente tem que dividir", declarou.
Regina Duarte assumiu a Secretaria Especial da Cultura em março de 2020 e permaneceu por 74 dias. Após deixar o governo, voltou a se dedicar à vida pessoal, às artes plásticas e à carreira artística.