Bem-sucedida em diferentes negócios e autora do livro ‘Empreendedora da Própria Vida’, Ju Ferraz está à frente de um dos espaços mais cobiçados do Carnaval brasileiro, o Camarote Nº1 no sambódromo da Sapucaí, no Rio.
Agora, ela mostra em uma série no formato de reality show os bastidores da festa mais popular do planeta. Os episódios do ‘Bloco da Ju Ferraz’ são lançados aos domingos à noite no canal ‘JuFerrazWorld’ no YouTube.
O espectador vê um pouco do que aconteceu na edição de 2025 do camarote e acompanha os preparativos para o evento deste ano.
O bom humor, as confidências e as reflexões de Ju Ferraz deixam o material interessante de ser assistido. Em conversa com a coluna, ela contou detalhes de sua relação com o Carnaval.
Qual sua recordação mais antiga de Carnaval e qual foi o melhor Carnaval da sua vida?
Minha lembrança mais antiga de Carnaval é muito ligada à Sapucaí, àquela energia quase inexplicável de ver uma escola entrar na avenida e arrepiar todo mundo. Desde cedo eu entendi que o Carnaval não é só festa, é cultura, é emoção coletiva. O melhor Carnaval da minha vida é difícil escolher um só, mas os anos em que o Camarote Nº1 se consolidou como referência têm um lugar especial no meu coração. Ver um projeto crescer, ganhar identidade e virar desejo, tudo isso enquanto a avenida pulsa ali na frente, é algo que não tem preço.
Você comanda um dos lugares mais desejados no Carnaval. Consegue se divertir ou é só trabalho? Cite um momento inesquecível.
É muito trabalho, sem romantizar, mas também tem momentos de diversão genuína. Eu costumo dizer que me divirto trabalhando, porque amo o que faço. Um momento inesquecível é sempre aquele em que paro por alguns segundos, olho o camarote cheio, as pessoas felizes, a escola passando perfeita na avenida, e penso: “deu certo”. Esses segundos pagam meses de planejamento.
Quem dá mais trabalho nos bastidores do camarote: celebridade cheia de exigências ou gente pedindo convite VIP?
Após tantos Carnavais, entendi que quem dá mais trabalho é quem esquece que o Carnaval é coletivo. Mas eu amo lidar com pessoas, e até os desafios fazem parte da beleza da festa. E é isso que torna tudo tão intenso e especial.
Você lidera um movimento de valorização do corpo feminino. O Carnaval é uma boa ocasião para discutir respeito à liberdade da mulher?
Sem dúvida. O Carnaval escancara tudo: o corpo, a alegria, a liberdade e também os preconceitos. É um momento potente para reforçar que mulher pode ser, vestir, agir e ocupar os espaços como quiser, sem ser julgada ou desrespeitada por isso. Liberdade não é convite para falta de respeito. Essa mensagem precisa ser repetida sempre, no Carnaval e fora dele.