Pedro Bial, 67, voltou a comentar um capítulo que marcou sua juventude e sua trajetória pessoal: o casamento com Fernanda Torres, que aconteceu entre 1982 e 1985. A atriz, que mais tarde se consagraria como a primeira brasileira a conquistar um Globo de Ouro, continua sendo, segundo o jornalista, uma figura que o impressiona profundamente. Em entrevista ao podcast "Conversa vai, conversa vem", Bial recordou a intensidade intelectual da ex-mulher. "Ela me dá um baile, dá em qualquer entrevistador. Mas ela é um QI à parte", afirmou o apresentador do "Conversa com Bial", deixando claro que o respeito e a admiração permanecem intactos ao longo das décadas.
Durante a conversa, ele também refletiu sobre os desafios de entrevistar pessoas muito próximas de sua vida pessoal. Bial explicou que, ao conduzir conversas com figuras íntimas, como ocorreu com a filha de Fernanda Montenegro, que foi sua sogra, a linha entre espontaneidade e exposição pode se tornar tênue. "Ficar uma coisa muito íntima pode excluir um terceiro. Quando acerta, pode ser divertido, fica um sacaneando o outro, e o terceiro pode pegar carona e rir. No caso da Nanda, isso já aconteceu: ela me dava uma sacaneada; eu dava outra", relembrou, citando episódios que, segundo ele, renderam naturalidade e humor diante das câmeras.
O apresentador também falou sobre um momento delicado de sua vida recente: a morte de sua mãe, Susanne Bial, que faleceu em julho aos 101 anos. "Fez 101 anos no dia 3 e morreu no dia 4", contou. Bial revelou que a família vinha conversando abertamente sobre o fim da vida da matriarca e mencionou o debate sobre morte assistida, ressaltando que "o Uruguai já deu um passo" à frente da América Latina.
Como Pedro Bial lida com entrevistar pessoas tão próximas?
Ao falar sobre essa dinâmica, Bial destacou que sempre tenta equilibrar sua curiosidade pessoal com o interesse do público. Ele reconhece que conversar com pessoas que fizeram parte de sua história torna tudo mais delicado, pois a intimidade pode criar um ambiente fechado demais para quem assiste. Ainda assim, quando o tom certo é encontrado, o apresentador afirma que a troca flui com leveza e naturalidade, mantendo o respeito e o profissionalismo.
Confira: