O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu boicotes comerciais a marcas contrárias ao público conservador após a eleição de Lula. Contudo, rejeitou o fim de doações a ações de caridade por motivos políticos, classificando a atitude como anticristã e reflexo de uma crise espiritual disfarçada de política. Anteriormente, o parlamentar havia ironizado a perda de recursos do projeto social Cozinheiros do Bem por razões eleitorais, defendendo a liberdade de escolha dos doadores.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais para reafirmar seu apoio a atitudes de boicote a comércios após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o parlamentar, o país atravessa um dilema espiritual disfarçado de conflito político.
Ele defendeu que o público conservador opte por não financiar marcas ou personalidades que tenham criticado a extrema-direita. "Agora a gente não quer mais consumir ou fortalecer pessoas que não condizem com os nossos princípios", afirmou.
No entanto, Nikolas rejeitou o boicote à projetos e ações de caridade por motivo político. No desabafo, ela destaca que deixar de ajudar o próximo não é sinal de crise política, mas sim de uma crise espiritual, por ser uma atitude contrária aos princípios cristãos.
"Uma pessoa deixar de ser caridoso com alguém por conta de quem ela votou é errado, e não é uma atitude cristã", declarou, antes de completar: "E a crise que vivemos é, na verdade, uma crise espiritual disfarçada de crise política. Simples assim".
Debochou das doações?
Vale lembrar que, antes disso, Nikolas ironizou a perda das doações do 'Cozinheiros do Bem', projeto de Porto Alegre (RS) que distribui comida às pessoas em situação de rua.
O deputado defendeu a liberdade de escolha dos doadores após o responsável pela iniciativa, chef Julio Ritta, relatar que empresários e doadores suspenderam contribuições após a vitória de Lula.
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