Quase um mês após o crime ocorrido em 5 de dezembro, Mário Gomes compartilhou uma reflexão profunda sobre o impacto do assalto em sua vida. Na ocasião, sete homens armados e encapuzados invadiram a residência onde o ator vive com a família, levando uma quantia de R$ 50 mil em espécie. Apesar do prejuízo, o artista demonstrou resiliência ao falar sobre o valor que atribui aos bens materiais.
A gratidão e a memória da carreira
Em um vídeo publicado para agradecer o apoio dos fãs, Mário Gomes destacou que não cultiva uma relação de dependência com o dinheiro. Ele relembrou seus anos de ouro na televisão brasileira e a busca pelo reconhecimento profissional acima da remuneração financeira. "Estou aqui para agradecer o carinho de vocês. Estou muito satisfeito de ser uma pessoa desapegada, o dinheiro não faz parte de um desejo infantil. Tudo que eu fiz na vida foi tentando alcançar as flores do Boni, que ele me mandava quando aconteciam aqueles sucessos espetaculares", disse ele, referindo-se a José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni.
Para o ator, o foco sempre esteve na dedicação à arte, o que facilitou o processo de aceitação após o roubo. "O dinheiro sempre foi consequência do trabalho, do esforço, da dedicação. O meu desapego me salvou", enfatizou o artista.
Relato de violência e proteção à família
O depoimento de Mário Gomes também trouxe um lado sombrio sobre a atuação da quadrilha na região. Ele revelou que os criminosos agiram com extrema crueldade em outras casas, o que o fez perceber que, apesar de tudo, o desfecho em sua residência poderia ter sido muito pior. "Tem um vizinho aqui na rua que arrancaram a orelha dele. Quando chegaram na minha família já estavam na ideia dos R$ 50 mil", revelou o ator, sugerindo que o foco dos bandidos na quantia em dinheiro evitou que agressões físicas mais graves fossem cometidas contra seus parentes.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades do Rio de Janeiro, mas o relato de Mário Gomes serve como um alerta sobre a segurança na Barra da Tijuca e um exemplo de superação psicológica diante de um trauma familiar tão intenso.