Gabriela Loran revelou bastidores de sua cirurgia de redesignação sexual durante conversa com Ana Maria Braga no programa Mais Você, exibido nesta terça-feira, 13, na Rede Globo. A atriz explicou que fez a cirurgia na Tailândia e reforçou que o procedimento não é o fator que valida ou não uma mulher trans – mas que, no seu caso, optou por fazer.
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O procedimento foi feito em 2024 e não foi barato. Os gastos com o “pacote inteiro”, incluindo passagens, estadia, procedimentos e cuidados de recuperação, ficaram em torno de R$ 115 mil. Por não ter pressa, entendendo se tratar de um processo que ela sabia que passaria, ela preferiu aguardar e juntar dinheiro para fazer tudo da forma como queria, com a estrutura necessária e um profissional específico.
Ela explicou que o processo começa antes mesmo da cirurgia. Como contou, os pacientes chegam três dias antes ao país para avaliações iniciais – o que inclui consultas com psicólogos e psiquiatras, para validar o processo.
“Assim como uma mulher cis opta por botar um silicone, fazer um lifting, pessoas trans também podem fazer isso. E não necessariamente isso define o meu gênero, ou o que eu quero. Mas é um lugar confortável para mim mesma. Eu me perguntei muitas vezes antes de fazer o processo: ‘Estou fazendo isso por mim ou pela pressão externa?’, e todas as respostas eram: ‘Por mim’. Era um processo de dentro”, contou.
Nisso, ela frisou que a cirurgia não é o que transforma uma pessoa trans em “mais ou menos mulher”. “Até porque, têm pessoas trans que não querem fazer e está tudo bem. Cirurgia nenhuma vai validar nada de ninguém", enfatizou Gabriela.
Veja um trecho da conversa: