Fim das bets: Flamengo, Corinthians e outros clubes detonam decisão de Lula

Lula proíbe bets no Brasil e clubes de futebol enfrentam perda de patrocínios

27 set 2026 - 17h24
Resumo
Grandes clubes do futebol brasileiro, incluindo Flamengo e Corinthians, criticaram duramente a decisão do presidente Lula voltada ao encerramento das casas de apostas no país. A medida gerou forte insatisfação entre as agremiações esportivas, que se posicionaram contra a determinação do governo federal por afetar diretamente o setor das bets, atualmente responsável por expressivas cotas de patrocínio e pelas principais fontes de arrecadação financeira dessas equipes.

A decisão do governo federal de proibir as apostas de quota fixa no Brasil abriu uma nova discussão dentro do futebol nacional. Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Botafogo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro, entre outros clubes, já haviam defendido a permanência do mercado regulamentado, com fiscalização mais rigorosa e mecanismos de proteção aos apostadores. O posicionamento foi apresentado antes da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 25 de setembro.

Fim das bets: Flamengo, Corinthians e outros clubes detonam decisão de Lula
Fim das bets: Flamengo, Corinthians e outros clubes detonam decisão de Lula
Foto: Mais Novela

A principal preocupação das equipes está relacionada ao impacto financeiro provocado pelo encerramento das atividades das casas de apostas. Os clubes argumentam que os contratos de patrocínio se tornaram uma fonte relevante de recursos e que a mudança também pode atingir outras empresas ligadas à cadeia esportiva. No debate apresentado pelas entidades, uma alternativa seria fortalecer a fiscalização sobre plataformas clandestinas e manter empresas submetidas às regras oficiais. O governo, por outro lado, justificou a decisão com a necessidade de ampliar a proteção da população diante dos efeitos associados às apostas.

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Medida estabelece prazo para retirada do dinheiro

A MP 1.394 determina a proibição da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa, incluindo modalidades esportivas e jogos on-line. A partir da publicação, novos aportes nas plataformas foram proibidos. Os apostadores têm até as 23h59 de 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores disponíveis. Depois disso, a partir de 6 de outubro, sites e aplicativos deverão ser bloqueados no país.

A publicidade e os patrocínios também entram no cronograma de encerramento. Peças já contratadas poderão permanecer em circulação até 5 de outubro, enquanto novas ações comerciais do setor estão proibidas. Paralelamente, o governo pretende discutir com representantes do futebol os efeitos econômicos da medida. Uma reunião com clubes e a CBF está prevista para terça-feira (29), com participação de integrantes dos ministérios do Esporte, Fazenda e Planejamento.

Para os clubes, a mudança representa a necessidade de reorganizar contratos e buscar novas fontes de receita. Já o governo trabalha na implementação das regras previstas na MP e no combate às apostas ilegais. A medida provisória ainda está em tramitação no Congresso Nacional, portanto o cenário poderá sofrer alterações durante sua análise.

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