DELICADO! Médico detalha quadro que causou a morte de Isabel Veloso aos 19 anos

Influenciadora Isabel Veloso faleceu neste sábado (10); jovem deixa o marido, Lucas Borbas, e o filho de 1 ano do casal, o pequeno Arthur

10 jan 2026 - 14h42

A morte da influenciadora digital Isabel Veloso, aos 19 anos, neste sábado (10), deixou todos entristecidos. Diagnosticada em 2021 com linfoma de Hodgkin, ela se tornou conhecida ao compartilhar, nas redes sociais, a rotina de tratamentos, internações e desafios da doença.

Reprodução/Instagram
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Foto: Mais Novela

O falecimento ocorreu em um período considerado crítico pelos médicos, quando o organismo já apresentava sinais importantes de fragilidade. Isabel estava internada desde novembro, após apresentar dificuldade respiratória, queda na saturação de oxigênio e alterações metabólicas detectadas em exames laboratoriais. O quadro exigiu cuidados intensivos e culminou na intubação.

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Ao longo da jornada contra o câncer, a influenciadora passou por diferentes protocolos terapêuticos e procedimentos de alta complexidade. Em outubro, havia sido submetida a um transplante de medula óssea, com doação do pai, Joelson Veloso, na tentativa de conter o avanço da doença. Antes disso, enfrentou uma pausa forçada no tratamento ao descobrir a gravidez de Arthur, hoje com um ano. Após o nascimento do herdeiro, os cuidados oncológicos foram retomados conforme orientação médica, mas o corpo já demonstrava limitações.

Entre as complicações que agravaram o estado clínico de Isabel esteve um desequilíbrio metabólico pouco comum: o aumento excessivo de magnésio no sangue, condição conhecida como hipermagnesemia. Para explicar os riscos associados a esse diagnóstico, a CARAS Brasil ouviu o médico integrativo Dr. Wandyk Alisson, que detalhou os impactos da alteração no organismo.

Segundo o especialista, trata-se de um quadro raro em pessoas com função renal preservada, mas que pode surgir em pacientes debilitados ou com múltiplas comorbidades. "A hipermagnesemia é uma condição na qual os níveis de magnésio (Mg²⁺) no sangue ultrapassam os valores normais. Normalmente, os rins excretam o magnésio em excesso; por isso, casos graves são raros em pessoas com função renal normal", explica.

Quando esse equilíbrio é rompido, os efeitos do magnésio elevado podem se espalhar de forma silenciosa e progressiva, atingindo sistemas vitais. "Quando o magnésio se acumula, ele interfere na transmissão neuromuscular e na excitabilidade cardíaca. Os sintomas vão de fraqueza muscular, náuseas, confusão, até depressão respiratória, hipotensão, arritmias, perda dos reflexos e — em níveis muito altos — paralisia muscular, insuficiência respiratória, bloqueio cardíaco e risco de parada cardíaca", afirma o médico.

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O alerta se torna ainda mais relevante em pacientes imunossuprimidos ou em recuperação de procedimentos complexos. "Uma alta de magnésio sérico significa risco real a músculos (incluindo os responsáveis pela respiração), coração e consciência — é uma toxicidade eletrolítica grave quando não corrigida com rapidez e precisão", reforça o especialista.

Sobre a necessidade de intubação, Dr. Wandyk Alisson explica que a hipermagnesemia pode comprometer várias funções vitais ao mesmo tempo. "Quando o magnésio está muito alto, ele pode causar depressão neuromuscular e respiratória, paralisando ou reduzindo a eficiência dos músculos responsáveis pela respiração. Ao mesmo tempo, pode gerar instabilidade cardiovascular, com hipotensão, bradicardia ou arritmias graves que comprometem a oxigenação. Em pacientes fragilizados, como transplantados ou imunossuprimidos, esses desequilíbrios se tornam ainda mais perigosos. Se essa combinação evolui, pode haver risco real de insuficiência respiratória, exigindo intubação e ventilação mecânica para salvar a vida enquanto o excesso de magnésio é corrigido", detalha.

Em quadros severos, o desfecho pode ser rápido e fatal. "Sim, há risco real e grave: em casos severos de hipermagnesemia, sem tratamento rápido, pode ocorrer parada respiratória, parada cardíaca, coma ou até morte. A literatura descreve que, quando não reconhecida a tempo, a condição pode ser fatal, e mesmo com tratamento a gravidade depende da rapidez em corrigir o distúrbio. Em pacientes oncológicos, já fragilizados, esse risco é ainda maior, por isso a hospitalização e até UTI fazem sentido em um cenário tão crítico", conclui.

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