A atriz Carol Castro marcou presença no Prêmio do Humor, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (16). Em entrevista ao portal LeoDias, a artista abriu o coração sobre a expectativa frustrada de uma indicação ao prêmio Melhores do Ano, da TV Globo, por sua atuação como Clarice na novela "Garota do Momento".
Mesmo com o reconhecimento da crítica e do público, Carol revelou que esperava ver seu nome entre os indicados. "Eu estava na expectativa, óbvio, porque eu senti que a Clarice foi um personagem muito marcante, muito especial. Eu tive oito indicações e sete prêmios. E aí, vendo tudo isso acontecer, eu falei: 'Poxa, será que vai ser dessa vez?", desabafou a atriz.
Transparência e relação com a Globo
Apesar do desabafo nas redes sociais, Carol Castro fez questão de reforçar que não guarda mágoas da emissora ou da organização do evento comandado por Luciano Huck. Ela citou outras atrizes que também ficaram de fora, como Sophie Charlotte e Jennifer Nascimento.
"Eu jamais tenho um sentimento de chateação em relação à emissora, em relação ao Luciano Huck, ao Melhores do Ano ou aos funcionários que votaram. [...] Então eu só fui transparente, porque eu sou transparente nas minhas redes, sincera. Desabafei, sabe?", explicou.
No evento idealizado por Fábio Porchat, a atriz também celebrou a homenagem a Marco Nanini: "Que bom que estão homenageando o Marco Nanini, esse nosso ator completo, esse artista maravilhoso, eu sou fã desde sempre".
O diagnóstico de fibromialgia
Recentemente diagnosticada com fibromialgia — uma síndrome crônica que causa dor generalizada —, Carol Castro relatou como tem sido o processo de aceitação e convivência com a condição, que atinge majoritariamente o público feminino.
O diagnóstico veio na reta final das gravações de "Garota do Momento" e trouxe respostas para anos de desconforto silencioso.
"Quando eu tive o diagnóstico... foi libertador, porque eu vi que eu já passava por isso durante muito tempo, só que eu normalizava a dor. E isso acontece muito. Atinge principalmente mulheres e mulher é um ser muito forte, né? Então, para uma mulher dizer que tá com dor, que tá sofrendo, é porque está mesmo", afirmou a artista.
Carol agora usa sua visibilidade para conscientizar sobre a síndrome, combatendo o preconceito e a falta de informação. "Esse lugar de não validação, das pessoas julgarem e acharem que é frescura, porque é uma doença, uma síndrome invisível e silenciosa, eu me vi na missão de continuar dando informações [...] quem tem fibromialgia sente dor. E só quem tem sabe como é", completou.