A cantora Deborah Blando surgiu abatida em vídeos curtos numa rede social.
Disse que um simples movimento para pegar um objeto, em casa, provocou uma crise de fibromialgia.
Acabou chorando.
“Dói, dói. Uma dor embaixo do músculo. É uma dor que queima”, afirmou.
A fibromialgia é uma síndrome que provoca dor espalhada pelo corpo, principalmente nos músculos e tendões.
Pode causar cansaço intenso, sono, dificuldade de concentração, falhas de memória, ansiedade e depressão.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), cerca de 3% da população brasileira convivem com a fibromialgia.
São aproximadamente 6 milhões de pessoas. A maioria dos casos ocorre em mulheres.
Não existe cura. O tratamento combina atividade física, fisioterapia, medicamentos para aliviar a dor e acompanhamento psicológico quando necessário.
“As pessoas não acreditam que a gente está com dor e acham que é frescura”, reclamou Deborah em um podcast. “É uma doença invisível.”
Em sofrimento há quase quatro décadas, a artista usa sua visibilidade na mídia e nas redes sociais para combater a desinformação e o preconceito.
Blando é famosa por músicas de sucesso incluídas em trilhas sonoras de novelas, a exemplo de ‘Innocence’ (‘Perigosas Peruas’), ‘Decadence avec Elegance’ (‘Deus nos Acuda’), ‘Somente o Céu’ (‘Corpo Dourado’) e o tema de abertura homônimo de ‘Chocolate com Pimenta’.
Outros famosos se tornaram porta-vozes dos pacientes de fibromialgia. Entre eles, Lady Gaga (que cancelou um show no Brasil no auge de uma crise), Gretchen e Morgan Freeman.