O cantor Marcelo Pires, o Belo, se tornou alvo de uma nova ação judicial ligada à dívida milionária com o ex-jogador de futebol Denílson: o artista foi processado pelo advogado que o auxiliou na elaboração de um acordo com o pentacampeão, mas não recebeu os honorários ao fim da ação. Ele cobra mais de R$ 224 mil do cantor.
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Na ação, impetrada na última sexta-feira, 6, no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e a qual o Terra teve acesso, a defesa de Marcelo Epifânio Rodrigues Passos, que representou Belo na ação contra Denílson, diz que o advogado teve sucesso ao reduzir a dívida do cantor ao futebolista, que passou de R$ 8 milhões para R$ 2,7 milhões.
No entanto, Belo não pagou os honorários advocatícios sobre a celebração do acordo, que envolveu valores referentes à redução da dívida, custas do processo e liberação de créditos junto à Rede Globo, sobre a participação do cantor no quadro Dança dos Famosos.
A dívida de Belo a Denílson, que à época já durava mais de 20 anos, foi considerada um assunto encerrado pela Justiça em dezembro de 2023, quando o juiz Carlo Mazza Britto Melfi decretou o trânsito em julgado. Dois anos depois, Rodrigues Passos ainda não havia recebido os honorários.
Na ação, a defesa do advogado aponta que Rodrigues Passos 'empreendeu todas as formas imagináveis para uma solução amigável, e contou com a derradeira notificação judicial no mês de dezembro' de 2025.
"Por fim, o artigo 25 estabelece que findo o trabalho, pelo Trânsito em Julgado, nasce a obrigação de saldar o êxito contratualmente previsto", destacou a petição, assinada pelo escritório de Antonio Claramunt.
Ao fim do pedido judicial, a defesa cobrou o pagamento da dívida recalculada de Belo a Rodrigues Passos que, com juros e correção, chegou a R$ 224.208,77. Caso não haja a quitação, a defesa pede o bloqueio de bens do cantor.
O Terra questionou a assessoria de Belo sobre o caso, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Entenda a dívida de Belo a Denílson
Na década de 1990, Belo e Denílson decidiram expandir a amizade deles para o mundo dos negócios. Assim, o jogador comprou os direitos da bandaSoweto, em 1998, quando o artista era o vocalista. Naquele período, o grupo estava em ascensão a nível nacional, mas dois anos depois o cantor decidiu por arriscar carreira solo.
Após a escolha, Denílson, o detentor dos direitos da banda processou Belo e alegou que houve quebra de contrato, além de danos morais e outros prejuízos.
Como contra argumento, os representantes jurídicos frisam que artista não reconhece o ex-jogador como o dono dos direitos do Soweto. Aliás, que nunca recebeu ajuda financeiro do ex-atacante.
Depois de quatro anos da ação em curso, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) avaliou que a alegação de Denílson estava correta. Assim, Belo passou a ter a obrigação de pagar R$ 388 mil na época. Como não houve quitação do débito até um período atual, houve a determinação de penhora de bens e ordens de bloqueio, o valor chegou a R$ 8 milhões com as correções necessárias.