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'Michael 2' abordará acusações de abuso sexual sob a ótica do cantor, diz Jaafar Jackson

À GQ, o ator disse que o roteiro ainda está em desenvolvimento e que não tem poder de decisão sobre o escopo do filme

21 ago 2026 - 11h32
(atualizado às 11h40)
Resumo
Jaafar Jackson revelou que a sequência da cinebiografia "Michael" abordará as acusações de abuso sexual sob a perspectiva do próprio Michael Jackson, dando voz à versão do astro. Segundo o ator, a família deseja apresentar a visão do cantor sobre o período. A Lionsgate confirmou que a produção de "Michael 2" deve começar entre 2026 e 2027, com estreia prevista para 2027 ou 2028, podendo reaproveitar cenas e sequências musicais cortadas do primeiro longa-metragem.

Jaafar Jackson declarou que a sequência do filme Michael (2026) deve tratar as acusações de abuso sexual contra o cantor a partir do ponto de vista do próprio Michael Jackson — e não do dos acusadores. A afirmação foi feita em entrevista à GQ Middle East e marca a primeira vez que o ator comenta publicamente como o segundo longa deve lidar com o capítulo mais controverso da vida do tio. "O segundo filme vai trazer ainda mais perspectiva do ponto de vista dele, porque, no fim das contas, as acusações sempre vêm de outra pessoa", disse Jaafar.

Cena de 'Michael' (2026)(Divulgação/Universal Pictures)
Cena de 'Michael' (2026)(Divulgação/Universal Pictures)
Foto: Rolling Stone Brasil

O primeiro Michael, dirigido por Antoine Fuqua, encerra a narrativa em 1987, com o lançamento do álbum Bad (1987), anos antes da primeira acusação formal contra Michael Jackson, feita pela família de Jordan Chandler, em 1993. O filme chegou a incluir cenas sobre as alegações, mas uma cláusula em um dos acordos de não divulgação com a família Chandler exigiu cortes de última hora durante a produção. A mudança resultou em refilmagens que custaram US$ 1 bilhão, em bilheteria global, em julho, tornando-se a maior cinebiografia da história do cinema.

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Na entrevista, Jaafar deixou claro que não tem poder de decisão sobre o roteiro, ainda em desenvolvimento, mas foi direto ao falar sobre o que gostaria de ver.

"É a história de outra pessoa. É a ideia de outra pessoa sobre o que aconteceu e, em grande parte, é movida por uma agenda. E é exatamente esse o problema que temos enfrentado como família: a voz de Michael nunca foi ouvida. Acho isso muito importante, especialmente nos anos finais", afirmou.

Ele ressaltou ainda que o primeiro filme buscou apresentar Michael como um ser humano antes de um ícone, e que a sequência pode aprofundar quem ele era nessa fase mais turbulenta.

O ator também contou detalhes de sua preparação para o papel, incluindo o acesso aos diários pessoais de Michael Jackson, mantidos até os últimos dias de vida. "Muitas das anotações tinham uma perspectiva infantil, de certa forma. Muito aventureiro, movido pela inocência. Uma das notas dizia algo como: 'Assim que eu sair na rua, quero que 10 mil pessoas parem e me olhem'. Ele queria tudo isso. E é algo que Michael nunca perdeu — e que só cresceu com o tempo", relatou. Sobre o tio, Jaafar acrescentou que os diários também revelavam uma mente empresarial afiada, com Michael adquirindo catálogos musicais, direitos de filmes e metade da Sony ATV.

A Lionsgate confirmou que as filmagens da sequência devem começar no fim de 2026 ou no início de 2027, com previsão de estreia entre 2027 e 2028. O presidente da divisão de filmes do estúdio, Adam Fogelson, disse que parte das cenas gravadas para o primeiro longa — mas cortadas — pode ser reaproveitada na continuação, incluindo "grandes sequências musicais". Jaafar, que afirma que interpretar Michael Jackson saciou sua vontade de se apresentar a ponto de não querer mais seguir carreira musical como Jaafar, disse que pretende atuar em papéis que exijam a mesma transformação radical que o biopic demandou, citando Daniel Day-Lewis, Leonardo DiCaprio e Joaquin Phoenix como referências.

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Rolling Stone Brasil
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