O filme queer "Pequenas Tragédias", do diretor goiano Daniel Nolasco, venceu o Prêmio da Crítica de Melhor Filme Brasileiro na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Ambientado em Catalão (GO), o longa autobiográfico mescla ficção e documentário para retratar vivências LGBTQIA+, memória e pertencimento. A obra, estrelada por Guilherme Théo, já havia sido premiada no Festival de Brasília e pela Abraccine, e agora segue para a competição do 34º Festival Mix Brasil.
Pequenas Tragédias, filme queer dirigido e roteirizado pelo cineasta goiano Daniel Nolasco, conquistou o Prêmio da Crítica de Melhor Filme Brasileiro na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O reconhecimento foi anunciado na cerimônia de encerramento, realizada nesta quinta, 29, no Teatro Cultura Artística.
O ator Guilherme Théo, que interpreta o protagonista Daniel, recebeu o prêmio em nome da equipe. "Eu não sou Daniel Nolasco, pelo menos não na vida pessoal. Eu interpreto Daniel no filme Pequenas Tragédias, e tenho certeza de que ele está muito feliz. Queria agradecer, em nome dele, a toda a equipe do filme, que é, prioritariamente, de Goiás", celebrou.
Ele também destacou a importância deste reconhecimento para uma narrativa pessoal e diversa, que quebra os padrões do cinema tradicional:
É um filme de viado, feito em Goiás. É uma história de viados de Goiás, de pessoas trans de Goiás, com uma equipe formada, prioritariamente, por pessoas da comunidade queer. Então, fico muito feliz. É a primeira vez do Daniel na Mostra, e acho que a gente está em êxtase. Muito obrigado.
Qual a trama de Pequenas Tragédias?
O longa autobigráfico acompanha a trajetória de Daniel (Guilherme Théo), que, em 2011, se mudou de uma cidade do interior para o Rio de Janeiro para fazer faculdade. "Era o primeiro de um grupo de amigos queers que deixava a cidade. Dez anos depois, nenhuma das pessoas que formavam esse grupo mora mais lá", afirma a sinopse.
Ambientado em Catalão, no interior de Goiás, cidade natal do diretor, Pequenas Tragédias mistura documentário e ficção para construir um retrato da cidade e das experiências queer que a atravessam, investigando questões de pertencimento, desejo, violência e memória.
Além de Nolasco, a produção também é assinada por Cecília Brito, que já trabalhou com o diretor em títulos como Mr. Leather (2019) e Apenas Coisas Boas (2025).
Quem é Daniel Nolasco?
Bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense e em História pela Universidade Federal de Goiás, Daniel Nolasco escreveu e dirigiu mais de dez curtas-metragens, exibidos e premiados em vários festivais nacionais e internacionais.
Ele também agradeceu pelo Prêmio: "Fico muito feliz em receber o prêmio da crítica de Melhor Filme Brasileiro, porque a Mostra sempre foi uma referência dentro dos festivais de cinema e, também, por ser um prêmio dado pelos profissionais que são fundamentais para a formação da cinefilia e do pensamento sobre o cinema".
Reconhecimento de Pequenas Tragédias
A conquista se soma aos prêmios que Pequenas Tragédias recebeu no 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora). O longa também conquistou o Prêmio Abraccine de Melhor Longa-Metragem, concedido pelo júri da Associação Brasileira de Críticos de Cinema.
Após passar pelo Festival de Brasília, pelo 20º CineBH e pela 50ª Mostra de SP, o longa agora integra a Competitiva Brasil de Longa do 34º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade.