Para superar a ineficácia dos anúncios tradicionais, o governo da China adotou os populares microdramas como ferramenta de comunicação pública e conscientização sobre leis. Por meio do plano estatal "Microdramas+", o país já recomendou mais de cem produções voltadas a setores como direito, turismo e ciência. Regulamentado oficialmente, o formato consiste em minisséries com episódios de até vinte minutos, enredo contínuo e personagens fortes para engajar diretamente os cidadãos.
Quando um governo quer lançar uma campanha — por exemplo, para incentivar as pessoas a parar de fumar ou a não usar o celular enquanto dirigem —, o mais comum é encontrar cartazes físicos ou anúncios. Antigamente, isso aparecia apenas no rádio ou na televisão; hoje, porém, também é possível encontrar esse tipo de conteúdo nas redes sociais.
O problema? Não sei você, mas, assim que vejo um anúncio — de qualquer tipo —, meu olhar já está treinado para ignorá-lo. Por isso, na China, decidiram ir além e deixaram os anúncios de lado: criaram seus próprios "microdramas", um formato que faz o maior sucesso no país.
Viva os microdramas!
O Estado chinês transformou os microdramas em um canal de comunicação pública. Em janeiro de 2025, a Administração Nacional de Rádio e Televisão (NRTA) lançou o plano "Microdramas+", que leva esse formato para os mais variados setores — do turismo e do direito à ciência, ao esporte e ao patrimônio imaterial.
Em abril, foi publicada a primeira lista referente a 2026, com 116 títulos recomendados: 50 sobre turismo, 22 sobre direito, 8 voltados ao incentivo do esporte e 7 de divulgação científica, entre outros, segundo o portal Sina.
Desde 1º de setembro, o setor conta com uma norma ministerial própria, que define o formato como uma série de episódios com menos de vinte minutos de duração cada, apresentando um tema claro, um enredo principal bem definido, uma história contínua e completa, além de personagens de destaque.
Uma curiosidade: assim como a União ...
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