Lenda da animação e mente por trás do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki divulgou sua lista com os 25 filmes favoritos da história do cinema. Prestes a lançar sua última produção antes de se aposentar, o aclamado diretor revelou uma seleção diversa que inclui desde clássicos japoneses de Akira Kurosawa e sucessos da Disney até produções soviéticas e obras do neorrealismo italiano, referências fundamentais que moldaram o tom fantástico e a forte consciência política de seus próprios filmes.
Grande responsável pelo Studio Ghibli, gigante da animação japones, Hayao Miyazaki é uma lenda viva da indústria. O cineasta já anunciou sua aposentadoria aos fãs, porém o público ainda pode esperar uma última grande produção do estúdio com o diretor, que atualmente trabalha na adaptação do romance Como Você Vive?, de Yoshino Genzaburo.
Além de ser referência no universo da cinematografia japonesa, Miyazaki também se tornou um ídolo para a animação ocidental. Obras como A Viagem de Chihiro, Meu Amigo Totoro, Princesa Mononoke, O Castelo Animado e Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar encontraram consagração da crítica, do público e de grandes premiações.
Para entendermos melhor como giram as engrenagens no cérebro responsável por tantos clássicos cult que quebraram o esteriótipo de que "animação é para criança", o diretor montou uma lista de seus 25 filmes favoritos (via Far Out). Com um catálogo que vai de sucessos da Disney a obras esquecidas da União Soviética e menções infindáveis à clássicos do Japão, Miyazaki demonstra aos fãs que nutreum respeito profundo por todo o cinema que veio antes do Ghibli.
Embora já tenha expressado sua desaprovação por Hollywood , o cineasta incluiu diversos clássicos americanos em alguns de seus filmes favoritos de todos os tempos. Ele também fcomprovou a influencia do movimento neorrealista italiano em sua vida, tornando ainda mais compreensível a atmosfera fantástica e universo politizado de suas obras.Confira a lista abaixo:
Os 25 filmes favoritos de Hayao Miyazaki:
- Tubarão (Steven Spielberg, 1975)
- Ladrões de Bicicletas (Vittorio De Sica, 1948)
- Tempos Modernos (Charlie Chaplin, 1936)
- Paixão dos Fortes (John Ford, 1946)
- A Festa de Babette (Gabriel Axel, 1987)
- Um Conto sobre Contos (Yuri Norstein, 1979)
- O Espírito da Colmeia (Víctor Erice, 1973)
- Ikiru (Akira Kurosawa, 1952)
- Kōchiyama Sōshun (Priest of Darkness) (Sadao Yamanaka, 1936)
- Peter Pan (Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske, 1953)
- O Reino Gelado (Lev Atamanov, 1957)
- A Revolução dos Bichos (Joy Batchelor e John Halas, 1954)
- O Velho Moinho (Wilfred Jackson, 1937)
- Cinzas e Diamantes (Andrzej Wajda, 1958)
- Como Era Verde o Meu Vale (John Ford, 1941)
- Ran (Akira Kurosawa, 1985)
- A Balada do Soldado (Grigory Chukhray, 1959)
- O Rei e o Pássaro (Paul Grimault, 1980)
- Chama e Mulheres (Yoshishige Yoshida, 1967)
- Os Sete Samurais (Akira Kurosawa, 1954)
- A Pequena Sereia (Ron Clements e John Musker, 1989)
- Nostalgia (Andrei Tarkovsky, 1983)
- As Curiosas Aventuras do Sr. Wonderbird (Paul Grimault, 1952)
- Ouriço no Nevoeiro (Yuri Norstein, 1975)
- Chikemuri Takanobaba (Daisuke Itô, 1928)