Free Willy, franquia iniciada em 1993, será expandida com um spin-off produzido pelos irmãos Joe e Anthony Russo, diretores de grandes sucessos do Universo Cinematográfico da Marvel, como Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato.
Segundo o The Hollywood Reporter, o projeto está em desenvolvimento pela produtora AGBO, fundada pelos cineastas. O roteiro será escrito por Mary-Margaret Kunze e Jade Halley Bartlett. Kunze já trabalhou na produção das séries Demolidor e Agentes da S.H.I.E.L.D., enquanto Bartlett dirige a futura série Icebreaker, da Netflix. Até o momento, detalhes sobre a trama, elenco e previsão de estreia não foram divulgados.
Lançado em 1993, Free Willy acompanhava a amizade entre o jovem Jesse e a orca Willy, mantida em cativeiro em um parque de diversões. Ao descobrir que os proprietários pretendiam matar o animal para receber o dinheiro do seguro, o garoto cria um plano para devolvê-lo ao oceano.
O longa foi um grande sucesso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 153,7 milhões em todo o mundo — valor que ultrapassaria os US$ 350 milhões em valores corrigidos pela inflação. O êxito deu origem a duas sequências nos anos 1990, uma série animada e um reboot lançado diretamente em homevideo.
Um dos momentos mais icônicos do filme, em que Willy salta sobre as rochas rumo à liberdade, tornou-se uma das cenas mais lembradas da cultura pop e foi homenageado e parodiado em diversas produções, incluindo Os Simpsons.
A trilha sonora também marcou época. A canção "Will You Be There", composta e interpretada por Michael Jackson especialmente para o filme, alcançou certificação de platina e tornou-se um dos grandes sucessos da carreira do cantor na década de 1990.
Além do impacto nas telas, Free Willy teve consequências no mundo real. A orca Keiko, que interpretou Willy, tornou-se símbolo da campanha internacional pelo fim do cativeiro de baleias. Após intensa mobilização de fãs e organizações ambientais, o animal foi reintroduzido ao oceano entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000.
No entanto, Keiko teve dificuldades para se adaptar à vida selvagem, já que havia sido criado em cativeiro desde muito jovem, e morreu em 2003, ainda sob cuidados humanos em regime de semi-liberdade. A história da libertação e dos últimos anos de Keiko foi retratada em um documentário produzido pelo The New York Times em 2013.
Fonte: NME