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50ª Mostra de Cinema de São Paulo: Confira a cobertura completa de Rolling Stone Brasil

A 50ª edição de um dos mais relevantes festivais de cinema do país acontece até o dia 29 de outubro em São Paulo; confira a cobertura de nossa redação

19 out 2026 - 14h33
Resumo
A 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo reúne centenas de produções até 29 de outubro, trazendo obras consagradas, clássicos e novidades mundiais. A cobertura da Rolling Stone Brasil destaca títulos como Tigre de Papel, suspense dramático de James Gray com Adam Driver; O Outro Lado das Redes, drama investigativo corporativo dirigido por Aaron Sorkin; O Último Dia, releitura estrelada por Alicia Vikander; e a produção brasileira Fiz um Foguete Imaginando Que Você Vinha.

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, um dos principais eventos de cinema do Brasil e da América Latina, acontece até o dia 29 de outubro na capital paulista. Em seu 50º ano, o evento permite a cinéfilos e entusiastas da sétima arte conferir centenas de produções inéditas, restaurações de clássicos, obras de diretores consagrados e novidades em sessões distribuídas por toda a capital paulista.

50ª Mostra de Cinema de São Paulo Confira a cobertura completa de Rolling Stone Brasil (Divulgação)
50ª Mostra de Cinema de São Paulo Confira a cobertura completa de Rolling Stone Brasil (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

A seguir, Rolling Stone Brasil, com comentários de Angelo Cordeiro e Gabriela Nangino, lista destaques nacionais e internacionais na programação da Mostra de São Paulo 2026, incluindo Tigre de Papel, novo longa de James Gray (Armageddon Time), estrelado por Adam Driver (Ferrari) e Miles Teller (Whiplash); O Outro Lado das Redes, de Aaron Sorkin (Os 7 de Chicago), espécie de "continuação" de A Rede Social; e Fjord, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. Confira:

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Tigre de Papel

Sinopse:

Tigre de Papel acompanha a história de dois irmãos em busca do sonho americano. Enquanto o engenheiro Irwin Pearl (Miles Teller) construiu uma família com Hester, Gary (Adam Driver) seguiu carreira na polícia. Quando Gary apresenta ao irmão uma oportunidade de negócio boa demais para ser verdade, os dois se envolvem com o perigoso mundo da máfia russa, e os laços familiares começam a se romper, com consequências que mudam suas vidas para sempre.

Breve comentário, por Angelo Cordeiro:

Embora se aproxime do cinema de gângsteres, Tigre de Papel está muito mais interessado nas consequências emocionais da criminalidade do que propriamente em seus mecanismos. Gray constrói um suspense soturno, de montagem lenta, no qual a violência permanece durante boa parte do tempo como uma ameaça à espreita, capaz de transformar uma conversa aparentemente banal ou um telefonema inesperado em motivo de angústia. Leia o texto completo clicando aqui.

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O Outro Lado das Redes

Sinopse:

Frances Haugen (Mikey Madison, Anora), uma jovem engenheira do Facebook, conta com a ajuda de Jeff Horwitz (Jeremy Allen White, O Urso), repórter do The Wall Street Journal, para uma arriscada jornada que acaba revelando os segredos mais bem guardados da corporação. Inspirado em fatos reais e na história da informante que deu início ao acerto de contas com as redes sociais cujos desdobramentos acompanhamos até hoje, este roteiro original de Aaron Sorkin é uma obra irmã do longa-metragem A Rede Social (2010) e uma verdadeira narrativa de Davi contra Golias.

Breve comentário, por Angelo Cordeiro:

Sorkin parece reconhecer a gravidade do assunto, mas encontra dificuldades para traduzir essa complexidade em cinema, recorrendo a uma abordagem excessivamente didática, que frequentemente explica aquilo que o espectador já compreendeu. Inspirado pela tradição dos dramas jornalísticos e investigativos de outras décadas, o diretor constrói uma narrativa que, apesar das boas intenções, por vezes parece chegar atrasada ao próprio debate que pretende provocar. Resta a nós, portanto, encontrar interesse não exatamente nas descobertas, mas na encenação do processo que permitiu torná-las públicas. Leia o texto completo clicando aqui.

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O Último Dia

Sinopse:

Uma releitura contemporânea de Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf, o filme acompanha um dia na vida de duas mulheres em busca de si mesmas: Julia (Alicia Vikander, A Garota Dinamarquesa), uma escritora que se prepara para oferecer uma elaborada Festa 4 de Julho; e Taylor (Victoria Pedretti, A Maldição da Residência Hill), uma jovem mãe de três filhos que luta para manter o equilíbrio.

Breve comentário, por Angelo Cordeiro:

Rachel Rose estreia na direção de longas com O Último Dia e até demonstra alguma sensibilidade visual, especialmente na maneira como observa a solidão de suas personagens em meio à movimentação de Nova York, e apresenta ideias formais interessantes para traduzir seus estados emocionais. Entretanto, aquilo que funciona nos primeiros minutos rapidamente se esgota, e a diretora passa a rodar em círculos, repetindo imagens, situações e sentimentos sem encontrar novas camadas para suas histórias.

O maior problema está justamente na construção de duas narrativas paralelas que parecem interessantes na primeira página do roteiro, mas cuja aproximação nunca se concretiza. As protagonistas, vividas por Alicia Vikander e Victoria Pedretti, praticamente não compartilham a cena, tampouco estabelecem um diálogo capaz de fazer suas experiências reverberarem uma na outra, o que transforma a montagem em um exercício complicado de alternância entre conflitos que pouco acrescentam entre si.

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Com muito esforço, podemos definir quem são essas mulheres e o que elas sentem, mas Rose parece não saber o que fazer com essas informações que ela mesma nos dá, deixando o longa estagnado em suas próprias intenções. Wagner Moura? Um desperdício. Ao final, O Último Dia se revela um filme que reconhece as dores da maternidade, mas que encontra pouquíssimas maneiras de investigá-las para além da superfície.

Fiz um Foguete Imaginando Que Você Vinha

Sinopse:

No zumbido silencioso de uma ressonância magnética, Rosa (Veronica Cavalcanti, Paloma) é orientada a evocar uma lembrança feliz. Em uma viagem pelo seu subconsciente, ela revisita o passado e reconstrói um episódio que nunca viveu: uma travessia com sua mãe, Dalva (Luciana Souza, Bacurau), mulher livre e irreverente que chegou a ser presa por matar um homem prestes a cometer um feminicídio. Crescida na ausência da mãe, Rosa carrega culpa e medo dessa história. Agora, suspensa entre a vida e uma memória inventada, ela imagina um reencontro que se transforma em tentativa de cura e reconciliação.

Breve comentário, por Angelo Cordeiro:

Rolling Stone Brasil
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