Atravessar os 530 metros da avenida do Sambódromo do Anhembi é um desafio para todos os componentes das escolas de samba de São Paulo. Para Luca Ferreira, muso da Colorado do Brás, o resultado de carregar uma fantasia de cerca de 7 quilos será sentido após o desfile.
“Machuca muito. A gente tem que colocar [o pé] na água, de molho, e descansar um pouco pra cima também, porque a circulação prende muito. Uns truquezinhos. O ombro e as costas ficam em carne viva. [A roupa] fica esfregando no meio do desfile e fica carne viva”, conta ao Terra, antes de entrar na avenida.
Mesmo com a dificuldade, a dor é ignorada no momento da travessia: “Até o final do desfile vai estar complicado aqui, mas a gente aguenta porque o carnaval é isso. A gente nem percebe a dor, o desconforto, nada. Só depois que termina o desfile”.
Com o desfile iniciado às 00h05, Ferreira revelou que precisou ficar preparado cerca de três horas antes da travessia da escola. A rotina é seguida em todo carnaval há três anos.
“Acho muito legal essa parte que a gente tá ocupando esse espaço, porque eu acho que o carnaval é de todos e de todo mundo. O carnaval é tanto pra ver quanto pra curtir. Essa parte de homem vir como muso tá sendo muito legal, tá sendo muito grandioso e é muito bom fazer parte disso”, explica.
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