Todo mundo conhece alguém que vive com uma lista interminável de tarefas, deixa tudo para a última hora ou adia repetidamente aquilo que sabe que deveria fazer.
A procrastinação costuma ser vista como um dos maiores inimigos da produtividade — e, muitas vezes, confundida com preguiça. Mas e se ela não fosse tão ruim assim? E se, quando bem compreendida, pudesse até ajudar a alcançar nossos objetivos?
Talvez essa aparente falta de ação esconda o verdadeiro santo graal do desenvolvimento pessoal.
Por que procrastinamos, segundo a ciência
A procrastinação não tem a ver com preguiça ou falta de vontade. Ela está profundamente enraizada no funcionamento do nosso cérebro e no nosso comportamento, estando relacionada a dificuldades para lidar com as emoções em momentos de estresse e ansiedade.
Em alguns casos, procrastinar pode até ser funcional. É o que acontece, por exemplo, quando adiamos uma tarefa para dar tempo às ideias amadurecerem ou para reunir mais informações antes de agir.
Mas existe uma última explicação para esse hábito — e talvez você nunca tenha pensado nela. Segundo John Perry, professor de Filosofia da Universidade Stanford, a procrastinação nasce do perfeccionismo.
Perfeccionismo e procrastinação caminham juntos
W. Brad Johnson e David G. Smith escreveram na Harvard Business Review que "se os perfeccionistas têm sucesso no trabalho, é apesar do perfeccionismo, e não graças a ele".
Ainda assim, o perfeccionismo parece ter se transformado em uma característica desejável. Es...
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