Vendas de robôs humanoides atingiram 7.000 unidades em todo o mundo no ano passado

21 set 2026 - 10h09
Resumo
As vendas globais de robôs humanoides somaram cerca de 7 mil unidades no último ano, segundo a Federação Internacional de Robótica (IFR). Embora atraia bilhões em investimentos e promessas de expansão — como na China —, o segmento ainda representa uma fração mínima do mercado robótico. Grande parte desses modelos opera em pesquisas, coleta de dados para inteligência artificial e projetos-piloto em montadoras, muito distante dos mais de 740 mil robôs industriais e de serviço vendidos no período.

Cerca de 7.000 robôs ‌humanoides tiveram vendas líquidas em todo o mundo no ano passado para uso industrial e em serviços profissionais, segundo dados compilados pela Federação Internacional de Robótica (IFR,  na sigla em inglês).

Esse número relativamente pequeno contrasta com as previsões de um boom nos próximos anos, ⁠especialmente na China, o maior mercado mundial de robôs industriais, que ‌no mês passado apresentou robôs humanoides correndo e praticando boxe em seus jogos de robótica.

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Para ser classificado como humanoide segundo ‌os critérios da IFR, um robô deve ‌ter aparência semelhante à humana e operar de forma ⁠autônoma em um ambiente projetado para humanos. Não é necessário que tenha pernas.

Os dados da IFR, analisados pela Reuters antes da publicação, oferecem uma das primeiras medidas em toda a indústria sobre uma tecnologia que está atraindo bilhões de dólares em investimentos e produzindo ‌demonstrações impressionantes.

No entanto, o número de humanoides continua sendo "uma fração" da ‌população total de robôs ⁠em todo ⁠o mundo, disse Susanne Bieller, secretária-geral da IFR, com sede em Frankfurt, à ⁠Reuters.

Isso se compara a cerca ‌de 542 mil robôs ‌industriais comuns instalados em 2024 e a outros 199 mil robôs de serviço vendidos naquele ano para uso nos setores de transporte, hotelaria e limpeza. Os dados de 2025 para robôs ⁠industriais e de serviço serão publicados em 24 de setembro.

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Bieller afirmou que, entre os humanoides vendidos em 2025, muitos não realizavam trabalho produtivo, mas foram adquiridos por instituições de pesquisa ou empresas que os utilizavam para ‌gerar dados com o objetivo de aprimorar modelos de inteligência artificial.

As montadoras, importantes pioneiras na adoção da tecnologia, estão realizando projetos-piloto ⁠com "números de robôs na casa de um dígito ou, às vezes, de dois dígitos em suas fábricas", disse Bieller.

A IFR compila estatísticas sobre robótica há três décadas e, pela primeira vez, começou a coletar dados sobre robôs humanoides paralelamente aos números muito maiores relativos a robôs industriais e de serviços.

A Bank of America Global Research estima que 90 mil robôs humanoides serão entregues este ano e 1,2 milhão até 2030. A contagem da IFR se baseia em dados de fornecedores e associações nacionais do setor e exclui robôs humanoides de consumo e militares, enquanto os robôs médicos são classificados separadamente.

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