Ver o nome "Myspace" novamente desperta uma curiosa sensação de nostalgia, mesmo em quem nunca usou a plataforma. Não se trata apenas da lembrança de um site específico, mas de uma época da internet em que as redes sociais ainda pareciam páginas pessoais, e não mecanismos de recomendação infinita.
Havia perfis para decorar, músicas que expressavam algo sobre nós e uma identidade digital construída com mais desajeitamento — mas também com mais espaço para a expressão pessoal. É por isso que seu possível retorno é interessante não apenas pela rede social antiga em si, mas pelo que o nome ainda representa.
O que aconteceu
A possibilidade de um retorno não surgiu de uma campanha de nostalgia liderada por usuários ou de um vazamento anônimo, mas de Tim e Chris Vanderhook — os irmãos associados à Viant, a empresa que ainda é proprietária do Myspace. Conforme noticiado pela revista People, os proprietários afirmam isso categoricamente no documentário Myspace:
"Ainda somos donos do Myspace. Neste momento, somos os guardiões da marca Myspace e vamos relançá-lo. Estamos apenas esperando o momento certo para fazer isso".
O que era o Myspace
Lançada em 2003 — antes do Facebook —, a plataforma desempenhou um papel central na primeira grande onda de redes sociais de massa. Seu conceito ainda não girava em torno de um feed infinito, mas sim de perfis personalizáveis, músicas escolhidas pelo usuário, listas de amigos visíveis e comentários que transformavam cada página em uma pequena apresentação ...
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