Ao longo de séculos, o gelo do Ártico foi uma barreira física para a navegação. Não se trata apenas de temperaturas extremas ou mares agitados, mas de placas capazes de fechar rotas inteiras durante boa parte do ano. Nesse cenário, abrir caminho para os navios não depende apenas de mapas ou satélites, mas de uma maquinaria muito específica: os quebra-gelos. Segundo o CSIS, a Rússia dispõe da maior frota de quebra-gelos do mundo, nucleares e não nucleares, e essa capacidade se tornou uma ferramenta que combina logística, economia e presença estatal em uma das regiões mais disputadas do planeta.
Um dos exemplos mais recentes dessa aposta é o quebra-gelo nuclear "Yakutiya". Esse navio faz parte do projeto 22220, uma série concebida para sustentar a navegação durante todo o ano no Ártico russo e facilitar o trânsito pela Rota Marítima do Norte. Construído no Baltic Shipyard, em São Petersburgo, e operado pela Atomflot, a divisão de quebra-gelos da Rosatom, o "Yakutiya" integra uma geração de embarcações que a Rússia considera fundamental para manter a atividade marítima em suas águas árticas.
Um navio projetado para abrir caminho nas rotas mais difíceis do planeta
Segundo o site World Nuclear News, em 10 de outubro de 2024, que o primeiro dos dois reatores RITM-200 do barco havia alcançado o nível mínimo controlado de potência após o carregamento de combustível e as verificações correspondentes. Em dezembro de 2024, o navio havia concluído os testes de mar do construtor antes da ...
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