Um fã gravou 10 mil shows em segredo durante 40 anos com um gravador portátil; o Internet Archive está digitalizando tudo

Aos poucos, esse precioso arquivo sonoro vai se tornando público

18 abr 2026 - 11h09
Foto: Xataka

Ao longo de quatro décadas, os donos das casas noturnas de Chicago viam entrar um sujeito com o bolso volumoso e faziam vista grossa. Aadam Jacobs não vendia nada nem incomodava: simplesmente gravava. Toda semana, vários shows. A cada ano, centenas de fitas. Quarenta anos depois, esse hábito aparentemente absurdo e metódico se tornou um dos arquivos sonoros mais valiosos e singulares da história do rock.

Jacobs, que hoje tem 59 anos, começou a gravar shows em 1984 com um aparelho estilo gravador portátil que sua avó lhe emprestou. Tinha 17 anos e já gravava músicas do rádio quando percebeu que podia fazer o mesmo ao vivo, simplesmente escondendo um gravador no bolso ao entrar na casa de shows. Jacobs não se considera um arquivista obsessivo, mas apenas um fã de música. Seu raciocínio era simples: se ia a vários shows por semana, por que não documentá-los?

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Com o tempo, ele foi melhorando o equipamento: do cassete da Sony, passou para o DAT (fita de áudio digital) e depois para gravadores digitais de estado sólido — embora, nos primeiros anos, reconheça que usava material bastante medíocre por não ter dinheiro para algo melhor. No início, os donos das casas tentavam impedir as gravações, mas, com o tempo, ele se tornou uma figura habitual da cena musical de Chicago e muitos começaram a deixá-lo entrar de graça. Um perfil publicado no Chicago Reader em 2004 o descreveu como uma das instituições culturais da cidade.

O que há nas caixas

O que acabou acontecendo com a Aadam Jacobs ...

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