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Temor de disrupção por IA cria oportunidades de compra em ações de software dos EUA, dizem estrategistas

10 fev 2026 - 16h22
(atualizado às 18h09)

A severidade da queda nas ‌ações de empresas de software nos últimos dias, impulsionada por temores de que os avanços na inteligência artificial possam impactar o setor, criou oportunidades para que os investidores se posicionem para uma recuperação em ações de maior qualidade, disseram estrategistas ⁠do JP Morgan.

"O mercado está precificando cenários de disrupção da IA ‌nos piores casos, que provavelmente não se materializarão nos próximos três a seis meses", disseram estrategistas do JPMorgan, liderados por ‌Dubravko Lakos-Bujas, em nota divulgada nesta ‌terça-feira.

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"Considerando o posicionamento favorável, a perspectiva excessivamente pessimista em ⁠relação à disrupção do software pela IA e os fundamentos sólidos, acreditamos que o equilíbrio de riscos está cada vez mais inclinado para uma recuperação, especialmente nos segmentos de software de maior qualidade", escreveram os estrategistas.

Os mercados globais foram abalados ‌na semana passada após o lançamento de plug-ins da desenvolvedora de ‌IA Anthropic para ⁠seu agente Claude ⁠Cowork, reacendendo temores de que os sistemas de IA em rápido avanço ⁠possam invadir os negócios ‌principais das empresas de ‌software tradicionais, levando o índice de software e serviços do S&P 500 a cair até 17% em seis sessões até quinta-feira. Desde então, recuperou cerca de 7%.

Embora não descartem uma ⁠maior desvalorização das ações de software, os estrategistas recomendaram que "os investidores aumentem sua exposição a uma carteira de empresas de software de maior qualidade e resilientes à IA".

A cesta inclui a Microsoft, Palo Alto ‌Networks, ServiceNow, CrowdStrike Holdings e Datadog, algumas das ações mais afetadas na recente onda de vendas.

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Em outra frente, estrategistas do ⁠Morgan Stanley também afirmaram enxergar oportunidades atraentes no setor, citando diversos fatores, incluindo fortes expectativas de receita, revisões de lucros mais otimistas e o benefício que as grandes empresas de tecnologia podem obter com um dólar mais fraco.

"Acreditamos que a distorção nas avaliações do setor de software nos EUA é impulsionada pelo sentimento do mercado, e não por fundamentos", disse Katy Huberty, diretora global de pesquisa do Morgan Stanley, em um comunicado.

Entretanto, investidores de varejo compraram ações de empresas de software e tecnologia após a forte queda da semana passada, ignorando em grande parte as preocupações.

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