O ransomware é um daqueles ataques que ninguém quer sofrer. As empresas o temem porque, se não conseguirem contê-lo a tempo, podem ficar paralisadas por dias, semanas ou até meses, com prejuízos milionários como consequência. Para os usuários individuais, também não é algo distante: nem sempre estaremos dispostos — nem poderemos — pagar um resgate, o que, em muitos casos, significa perder nossos arquivos. Ainda assim, essa ameaça continua avançando, ganha presença ao nosso redor, e nos obriga a permanecer mais atentos do que nunca.
A equipe de Cyber Threat Intelligence da Thales, um dos grandes grupos europeus de defesa e cibersegurança, coloca a Espanha como um dos alvos mais atraentes para os agentes que operam com ransomware. Segundo o relatório compartilhado por e-mail, o país registrou 164 ataques em 2025, com 79 no primeiro semestre e 85 no segundo. O dado mais relevante surge ao contextualizar esses números: a Espanha ocupou a sexta posição mundial em número de ataques durante o segundo semestre do ano.
Os especialistas da Thales também apontam que os ataques de ransomware na Espanha cresceram 7,6%, aumento que se insere em um crescimento geral da atividade cibernética. Por trás disso estão fatores como as tensões geopolíticas, a evolução das ferramentas de ransomware, a exploração cada vez mais rápida de vulnerabilidades e a interconexão de ameaças entre setores críticos. Tudo isso desenha um cenário com agentes mais maduros, organizados e difíceis de conter.