Desde que a Espanha optou pelo A400M há mais de duas décadas, a aeronave evoluiu de um ambicioso programa industrial europeu para uma peça central da capacidade militar do país. Entre ajustes orçamentários, atrasos e uma incorporação progressiva de capacidades, sua história refletiu tanto as dificuldades quanto a determinação de se equipar com seus próprios meios para mobilizar força, ajuda e presença onde forem mais necessárias.
Agora, a chave para o transporte militar espanhol subiu de nível.
A espinha dorsal que precisava ser protegida
A Espanha vinha baseando grande parte de sua capacidade de mobilização militar em uma aeronave tão versátil quanto vulnerável. Estamos falando do A400M, peça fundamental para o transporte de tropas, veículos e material onde a guerra realmente começa.
O motivo? Nos conflitos modernos, chegar à frente de batalha tornou-se quase tão perigoso quanto lutar nela, especialmente para aeronaves grandes, pesadas e lentas em decolagens e pousos, além de estarem expostas a mísseis portáteis de baixo custo. Desse ponto de vista, proteger esse elo crítico tornou-se uma necessidade estratégica, pois sem um transporte seguro não há projeção militar viável.
Um laser que muda as regras
A resposta nacional surge sob o nome de InShield, um sistema de autoproteção baseado em tecnologia laser que permite ao A400M detectar o lançamento de mísseis guiados por infravermelho, calcular sua trajetória e desviar seu sistema de guiamento em questão de segundos e, muito ...
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