Presidentes de empresas de tecnologia dos EUA são convocados para audiência em junho

15 mai 2026 - 12h39

Os presidentes-executivos de ‌Meta, Alphabet, TikTok e Snap foram convidados a voltarem ao Capitólio para responder às perguntas dos parlamentares dos Estados Unidos sobre a segurança online de crianças, de acordo com um assessor do Senado norte-americano.

O presidente ⁠do Judiciário do Senado, o republicano Chuck Grassley, convidou ‌Mark Zuckerberg, da Meta, Sundar Pichai, da Alphabet, Shou Zi Chew, do TikTok, e Evan Spiegel, da ‌Snap, disse Hannah Akey, porta-voz ‌de Grassley.

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As empresas estão enfrentando críticas crescentes nos ⁠EUA sobre a segurança de crianças e adolescentes. Se os executivos aceitarem o convite para a audiência, isso permitirá que os membros do Comitê Judiciário do Senado pressionem os executivos sobre os tópicos em um ‌ambiente público. Marsha Blackburn, do Tennessee, e Richard Blumenthal, de ‌Connecticut, dois membros ⁠do comitê, ⁠estão trabalhando para persuadir seus pares a apoiarem uma legislação que ⁠exija que as ‌empresas assumam mais responsabilidade ‌sobre como seus aplicativos afetam crianças e adolescentes.

Até o momento, o Congresso dos EUA não aprovou uma legislação abrangente para regulamentar a mídia social, o ⁠que levou os estados do país a aprovarem suas próprias leis. Pelo menos 20 estados promulgaram leis no ano passado sobre o uso de mídias sociais e crianças, de ‌acordo com a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais, uma organização que acompanha projetos de lei estaduais.

Snap, Meta, Google ⁠e TikTok enfrentam separadamente milhares de ações judiciais em tribunais federais e estaduais na Califórnia que os acusa de criarem plataformas viciantes que prejudicam a saúde mental das crianças. Meta e Google perderam o primeiro caso que foi levado a júri em março, resultando em um veredicto de US$6 milhões. TikTok e Snap fizeram um acordo com o autor da ação antes do julgamento. Mais julgamentos estão planejados para meados deste ano.

Porta-vozes das empresas não responderam a um pedido de comentário da Reuters.

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