"Estão me vendendo contra a minha vontade. Eu não consenti que me sexualizassem." A reflexão, dura e contundente, não é de uma vítima de tráfico de pessoas, nem de pornô de vingança, nem de um hackeamento com roubo de fotos íntimas. Sua autora é Sweet Anita, uma jovem streamer inglesa com 1,9 milhão de seguidores na Twitch.
E o que ela denunciou em fevereiro, durante uma entrevista para a NBC, é uma prática que criou uma nova categoria de vítima: a de quem, por obra da IA, se vê "protagonizando" conteúdo pornô sem seu consentimento.
O caso de Anita não é único.
Muito pelo contrário. Ele mostra como, cada vez mais, os deepfakes estão servindo para dar vazão na internet aos fetiches mais sombrios. Tanto os protagonizados por cantoras, atrizes ou streamers famosas quanto por pessoas anônimas.
A questão dos deepfakes e do pornô não é algo novo. O problema vem de alguns anos atrás, e algumas celebridades, como Scarlett Johansson, Emma Watson e Gal Gadot já lidam com isso há bastante tempo. Tanto que a intérprete da Viúva Negra chegou a considerar como "causa perdida" "tentar se proteger da depravação da internet". À medida que a IA foi evoluindo, oferecendo ferramentas mais sofisticadas, acessíveis e capazes de gerar peças mais realistas, os deepfakes deixaram, no entanto, de ser uma ameaça exclusiva de cantoras super famosas e estrelas de Hollywood.
O impacto dos deepfakes também foi sentido na própria pele por streamers como Sweet Anita e QTCinderella, conhecida por seus ...
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