Plano da Alemanha para salvar o carro elétrico na Europa pode ter efeito colateral inesperado e fortalecer a China

Berlim quer relançar mercado de eletricidade a partir de 2026, após desaceleração em 2023; Análise da Deloitte alerta para efeito colateral incômodo para a Europa.

17 jan 2026 - 17h16
(atualizado em 18/1/2026 às 16h13)
Foto: Xataka

A Alemanha está preparando o retorno dos subsídios para a compra de carros elétricos, após a interrupção abrupta no final de 2023, imediatamente perceptível nos registros. Agora, o governo planeja mobilizar 3 bilhões de euros a partir de 2026 para reativar um mercado-chave tanto em termos ambientais quanto industriais.

O problema é que esse dinheiro público pode não ir exatamente para onde Berlim deseja. Segundo uma análise da Deloitte, o novo programa pode acabar financiando veículos importados da China em larga escala, por um motivo muito simples: a Europa não produz carros elétricos suficientes para absorver o aumento da demanda que os subsídios causarão.

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A Alemanha impulsiona a demanda, mas a Europa não consegue produzir tantos carros elétricos.

A Deloitte estima que "o novo incentivo permitiria a venda de até 180 mil carros elétricos adicionais por ano na Alemanha". Se o programa for mantido, o fundo seria suficiente para colocar cerca de 750 mil carros elétricos a mais nas ruas até 2030. Esses são números impressionantes, mesmo para o maior mercado automobilístico da Europa.

O problema, segundo a consultoria, é que a capacidade de produção europeia não será suficiente no curto prazo para suprir esse pico artificial de demanda. Num mercado global, isso abre espaço para que outros fabricantes preencham a lacuna. Hoje, aqueles que possuem capacidade ociosa, custos competitivos e cadeias de suprimentos prontas para reagir rapidamente são os fabricantes chineses.

O especialista ...

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