No dia 14 de dezembro de 1929, o The New York Times publicou uma história que chocou pessoas no mundo inteiro: o julgamento de mulheres acusadas de cometerem um envenenamento em massa contra homens da aldeia de Nagyrev e Tiszakurt, localizados na Hungria. As 50 mulheres, chamadas de "criadoras de anjos", foram acusadas de envenenar maridos e parentes com arsênico, uma solução tóxica que pode ser fatal se ingerida. O caso ganhou repercussão internacional e foi classificado como o maior assassinato em massa contra homens cometidos por mulheres na história. No entanto, os motivos por trás do crime não foram noticiados na época do crime. A seguir, entenda como o crime foi revelado e o que pode ter motivado mais de 50 mulheres a assassinarem seus maridos e familiares.
Parteira da aldeia foi considerada principal suspeita
Nagyrev e Tiszakurt são duas aldeias localizadas a cerca de 130 km de Budapeste, a capital da Hungria. Na época em que o crime foi anunciado, as duas aldeias ainda estavam sob domínio do Império Austro-Hungáro, e tanto uma como a outra eram povoadas por um grupo relativamente pequeno, sem a presença de médicos oficiais. Nesse contexto, as responsáveis pelo atendimento local eram as parteiras, e foi exatamente aí que tudo começou.
Todas as mulheres acusadas de envenenamento, com idades entre 40 e 70 anos, alegaram que a responsável pelo assassinato de seus maridos era uma parteira da aldeia, Zsuzsanna Fazekas, também conhecida como ...
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